
sábado, 26 de janeiro de 2008
Atonement

terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Homenagem a Niels Fischer

Em 2005 comemorámos o Bicentenário do Nascimento de Andersen, um dinamarquês que ficou, para sempre, ligado aos seus escritos, sobretudo a arte de narrar contos. Muitos ouviram ler e/ou leram na infância as suas narrativas.
É que não podemos esquecer que há autores que se tornam universais, clássicos, imortais. Deixam de estar fisicamente no mundo e, todavia, continuam connosco, nas suas palavras.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Outrora e agora
Outrora esta paisagem, que não era bem a mesma, apaziguava-me. Ficava horas, não sei bem quantas, enquanto esperava o autocarro, a olhar para o rio Tua e para as suas margens. Como o tempo fluía suavemente. Por vezes, acompanhada de um bloco, desenhava ou escrevia trechos narrativos ou poemas. Nessa altura, já me sabia só. Nessa altura, buscava a solidão. Nessa altura, era jovem e sonhava. terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Ano Novo

Manda a tradição que, ao som das doze badaladas, se comam doze passas e se formulem desejos. Quantos desejos silenciosos, repetidos, ano após ano, não serão ditos? Há sempre crentes! Bons crentes, que formulam os seus desejos para um ano de 366 dias, porque este ano é bissexto, que esperam ver concretizados.
Num novo ano podemos realizar novos projectos, concretizar alguns sonhos adiados, reatar laços perdidos, mas é pouco provável que iniciemos algo de inesperadamente novo. Há projectos que foram construídos no pretérito e que não podemos, nem queremos abandonar.
É um facto que a desesperança acompanha a existência de milhares de seres humanos pelo planeta; outros, inabaláveis nas suas convicções, esperam por uma nova oportunidade. Diz a voz da sabedoria ancestral "Ano novo, vida nova". Como se isso fosse possível! Só se apagássemos todo um percurso que já foi realizado, para o bem e para o mal.
Porém, é esta capacidade, de pedir o impossível e sonhar com o improvável, que projecta o ser humano no tempo e potencia a sua longevidade.
domingo, 9 de dezembro de 2007
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Paris
Ainda não há muito tempo, fui passar um fim-de-semana a Paris. Encantou-me voltar lá depois de tanto tempo.
Naqueles dias, que correram num ápice, lembro-me sobretudo de um evento que decorreu durante essas noites na capital francesa.
Em cada espaço da cidade, fosse ele sagrado ou simplesmente nas ruas, aconteceram as "nuits blanches". A cidade da luz reafirmou-se como a cidade da luz.
À noite, várias expressões artísticas inundaram a cidade de luz, som e cor. Numa catedral, um dos artistas encheu vários balões que se elevaram a uma certa distância e, quando as luzes se apagaram, ficaram apenas iluminados os balões que desenhavam, no espaço, um ponto de interrogação luminoso. Numa das praças, havia uma estrutura metálica que cuspia fogo, cuja intensidade variava, de acordo com o sopro de uma jovem cuspidora. Havia encenações em línguas imaginárias, constituídas por sons e alfabetos imaginários. Outros artistas faziam pantomima. Outros ainda declamavam poesia.
Paris encheu-se de arte e magia, horas e horas consecutivas... pela noite dentro.
Nunca o pulsar nocturno de uma cidade me impressionou tanto. Talvez seja apenas um sentimeto meu, que me identifico com as diferentes expressões de arte e, ainda mais, com Paris e com a França!
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
A Fernanda Azevedo
habita a magia e o (im)possível
na paleta fantástica
nas mãos da criadora
Representam-se imagens aladas
na folha neve de hoje
e contam-se histórias de amanhã
em policromias concretas
na limpidez preciosa e clara
do mundo do belo
Nessas ondulações artísticas
nascem poções
de cores encantadas
de seres mágicos
num espaço onírico
de gestos atentos e tranquilos
na invenção do ser
