sábado, 10 de janeiro de 2009

Pour Sophie


L’amitié, l’ art suprême des coeurs tendres et simples, donne un sens à la vie. Elle est la plus grandiose voix que les êtres humains possèdent. Mais elle ne s’ insinue que dans les âmes plus éveillés et sincères. J’ ose dire que c’ est grâce à elle que l’ amour, l’ espoir, la joie, le bonheur peuvent être réinventés.

(16/03/97)

*****


J' ai connu Sophie em 1997, à Auxerre. Nous étions professeur au Lycées Jacques Amyot. Elle enseignait Histoire et Géofraphie et moi Portugais. On habitais ensemble avec Wendy (une étudiante anglaise) et Nina (une autr étudiante allemande) dans un appart au lycée.
Quelle année super!




sexta-feira, 9 de janeiro de 2009


Sempre que enfrento a página
sem rosto
enamoro-me da sua inexistência
porque me permite
aparecer
nos seus contornos
de Sonho e Éden



domingo, 4 de janeiro de 2009

Aqui e Agora











O teu Reino é a tua sensibilidade
é a tua interioridade feita de imagens
e sensações múltiplas

***
Sente que és Aqui e Agora
no silêncio dourado
verdade integridade paixão

***
Não te deixes prender
no Outrora
que mais sublime
é saberes o sentido único
da tua existência


há qualquer coisa - Poesia a catorze

2000 - Editorial Minerva

Depois de um primeiro prémio de poesia, recebido em 1997, arrisquei, anos mais tarde, dar os meus poemas a ler. O editor gostou e publicou-os.
Este foi o meu começo, mas, para que isso acontecesse, tive de contribuir monetariamente para a sua edição. Eu e mais treze autores.
Chamei aos poemas publicados "Telas de Poesia" e os primeiros poemas remetem para duas temáticas: uma mais filosófica e outra para a pintura.
***
A essência do ser
palpita
no silêncio das grandes vozes
solitárias
que habitam o nosso corpo
que contam a nossa existência

* * *

O dia não tem horas.
Tem estações claras
de cores proferidas em silêncio.

* * *

A tempestade das cores
instalou-se na tela
e dela nasceram relíquias do ser sensível que nos conta

***
Depois, ainda que não deixasse de escrever, não publiquei mais nada. Quero dizer, poesia. Ultimamente voltei a escrever ou a reescrever os poemas que guardei para, um dia mais tarde, transformar em livro. Projecto, não obstante, adiado em prol da colecção Os Caçadores de Gramatífagos, para o público infanto-juvenil.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Enganos


Ouvi-te

Ainda ouço o eco distante
das palavras que me disseste
nas horas de vento e água

Imprevisivelmente descobri que não me sabias

Como podia ignorá-lo

Mas ignorava-o
como o mar ignora que a ânfora
existe

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

(In)discrição

Gustav Klimt, O Beijo
***
Velas aromáticas
tornam o espaço carmim
acolhedor quente mágico íntimo

No tapete que cobre o chão
repousam displicentemente almofadas
deixadas ao acaso
sempre convidativas à aventura

Há numa jarra de design arrojado
belas e lânguidas rosas
de veludo e acetinado pérola e carmim
no anúncio de uma chegada
prevista

Por todo o espaço suavemente iluminado
dormem cromaticamente
pétalas de outras rosas
num convite ébrio
à luxúria e ao despertar dos sentidos

Na hora chegada
após uma certa espera
bocas sequiosas e corpos ávidos
encontram-se
por fim
nos abraços do prazer
reinventado, intenso, de descoberta


No espaço carmim e odorífero
ondulam
sussurros, beijos, frémitos,
confidências rubis
de puro, secreto, roubado, proibido
amor carnal

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Robert Doisneau

Jeux de séduction... de passion dans les rues d'une quelque ville... l'amour qui ne peux pas se perdre dans le silence...

Rencontre de tendresse... de petit grand gestes entre les amants... un sourire, un baiser... une déclaration passionné...

Imaginer que quelqu' un qui est toujours lá pour vous, vous dit «Attrape-moi... si tu m'aimes.» Que feriez-vous?