domingo, 8 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
SER
Há horas assim... mágicas
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
André no Reino das Palavras Falantes

***
Esta é uma história contada na terceira pessoa, mas não me coube a mim o papel de contá-la. Desempenho outras funções! Quase que posso afirmar que sou eu o verdadeiro protagonista. Bom... para ser justo, eu, ainda que muito pontualmente, e outras personagens, que, espero, sejam do vosso agrado.
A narradora deu-me vida própria ao transformar-me num ser falante. Ela concebeu-me há mais de dez anos, com a colaboração de uma amiga. Na altura, pensaram escrever esta narrativa em conjunto, por isso alguns dos primeiros capítulos foram escritos a duas mãos... Creio que é melhor dizer a duas mentes, ainda que a mente não escreva. No entanto, é aí que nascem as ideias e se criam mundos. Depois, por circunstâncias várias, esqueceram-me, até que há bem pouco tempo uma dessas amigas, desafiada por outra amiga, que resolveu dar-me forma na paleta das cores, me ressuscitou. Por vocês! E sinto-me muito feliz com isso.
Sou e serei sempre ficção. Nesta aventura, sou de carne e osso, todavia, queridos leitores, todos sabem que a minha existência depende dos outros. Para já, não vos vou dizer de quem. Seria antecipar-me e retirar algum do mistério que me envolve, ainda que apenas nas primeiras páginas. Eu sei que vocês apreciam uma certa espera, revelações surpreendentes, uma guinada inesperada na intriga. Desculpem-me a linguagem! É que a vossa mente para além de demonstrar abertura ao novo, ainda não ergueu barreiras ao inusitado. Há todo um imaginário rico e prodigioso que vos habita desde tenra idade. Bem hajam!
A narradora deu-me vida própria ao transformar-me num ser falante. Ela concebeu-me há mais de dez anos, com a colaboração de uma amiga. Na altura, pensaram escrever esta narrativa em conjunto, por isso alguns dos primeiros capítulos foram escritos a duas mãos... Creio que é melhor dizer a duas mentes, ainda que a mente não escreva. No entanto, é aí que nascem as ideias e se criam mundos. Depois, por circunstâncias várias, esqueceram-me, até que há bem pouco tempo uma dessas amigas, desafiada por outra amiga, que resolveu dar-me forma na paleta das cores, me ressuscitou. Por vocês! E sinto-me muito feliz com isso.
Sou e serei sempre ficção. Nesta aventura, sou de carne e osso, todavia, queridos leitores, todos sabem que a minha existência depende dos outros. Para já, não vos vou dizer de quem. Seria antecipar-me e retirar algum do mistério que me envolve, ainda que apenas nas primeiras páginas. Eu sei que vocês apreciam uma certa espera, revelações surpreendentes, uma guinada inesperada na intriga. Desculpem-me a linguagem! É que a vossa mente para além de demonstrar abertura ao novo, ainda não ergueu barreiras ao inusitado. Há todo um imaginário rico e prodigioso que vos habita desde tenra idade. Bem hajam!
Ah! Já me esquecia! Espero que se divirtam tanto quanto eu!
Verbo
***
Apresentação da narrativa pelo Verbo, uma das personagens do volume 1, da colecção Os Caçadores de Gramatífagos
sábado, 24 de janeiro de 2009
O perfume das palavras

Cedo senti o valor e o poder das palavras. Com elas aprendemos a aprendê-la e mais tarde a ensiná-la; com elas criamos laços, expressamos o que sentimentos; com elas sonhei e inventei outras.
Sem as palavras parece que tudo se perde e que todos têm muito a perder. Mesmo para aqueles que nasceram sem poder ouvi-las e articulá-las. O mundo das palavras é todo um universo de alfabetos, sílabas, sons, sentidos.
Nasci para amar as palavras. Por elas construí mundos só meus e a que ninguém podia aceder. Ainda hoje isso acontece. Com elas construí outros que partilho. Deixo-as ir como “sementes ao vento”, à espera que frutifiquem.
Com o passar do tempo, descobri-lhes o sabor. Encontrei-as amargas e ácidas e doentes, de tantos atropelos, de tantas atrocidades sofrerem. Também me chegaram doces e cintilantes nos momentos sonhadamente poéticos. Devolvi-as ainda mais doces e solidárias, numa irmandade original.
Há relativamente pouco tempo chegou-me o seu perfume: doce, quente, carmesim, intemporal, único. Senti-o quando comecei a narrar histórias. Assisti ao olhar brilhante e expectante dos ouvintes, ao sorriso simples e honesto dos mais pequenos, à partilha da experiência de contadores apaixonados pelas narrativas.
As palavras assim ditas e/ou lidas são a expressão de sensações e o despertar para o enamoramento por elas. Quem as ouve não as esquece nunca e quem as diz, originais ou não, permite olhares diferentes sobre essas sementes sempre prontas a desabrochar.
Sem as palavras parece que tudo se perde e que todos têm muito a perder. Mesmo para aqueles que nasceram sem poder ouvi-las e articulá-las. O mundo das palavras é todo um universo de alfabetos, sílabas, sons, sentidos.
Nasci para amar as palavras. Por elas construí mundos só meus e a que ninguém podia aceder. Ainda hoje isso acontece. Com elas construí outros que partilho. Deixo-as ir como “sementes ao vento”, à espera que frutifiquem.
Com o passar do tempo, descobri-lhes o sabor. Encontrei-as amargas e ácidas e doentes, de tantos atropelos, de tantas atrocidades sofrerem. Também me chegaram doces e cintilantes nos momentos sonhadamente poéticos. Devolvi-as ainda mais doces e solidárias, numa irmandade original.
Há relativamente pouco tempo chegou-me o seu perfume: doce, quente, carmesim, intemporal, único. Senti-o quando comecei a narrar histórias. Assisti ao olhar brilhante e expectante dos ouvintes, ao sorriso simples e honesto dos mais pequenos, à partilha da experiência de contadores apaixonados pelas narrativas.
As palavras assim ditas e/ou lidas são a expressão de sensações e o despertar para o enamoramento por elas. Quem as ouve não as esquece nunca e quem as diz, originais ou não, permite olhares diferentes sobre essas sementes sempre prontas a desabrochar.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Ainda e sempre Paris
Depois do regresso a Lisboa
perguntei-te
Estás satisfeita com a tua obra
***
Não me respondeste
Nem me olhaste olhando o Mar da Palha
mas sem o veres
sem sequer o tentares reconhecer
***
Tudo era ainda e sempre Paris
***
A cidade estava em ti
iluminava-te
e roubava-te em absoluto
da realidade previsível do hoje
***
Continuavas a passear-te
pelos boulevards
de onde vias os bateaux mouches
percorrendo o Sena
***
Tranquila bebias tragos de kir royal
numa terrasse dos Campos Elíseos
num qualquer fim de tarde
revendo os teus papéis
***
Outras vezes ias até à Fnac
na Grande Arche de la Défense
onde folheavas por horas intermináveis
romances, peças de teatro, poesia
que devolvias às estantes ou compravas
***
Nessa desejada estadia
o romance que ali iniciaste e terminaste
continua a ser esse teu silêncio
sem edição prevista
perguntei-te
Estás satisfeita com a tua obra
***
Não me respondeste
Nem me olhaste olhando o Mar da Palha
mas sem o veres
sem sequer o tentares reconhecer
***
Tudo era ainda e sempre Paris
***
A cidade estava em ti
iluminava-te
e roubava-te em absoluto
da realidade previsível do hoje
***
Continuavas a passear-te
pelos boulevards
de onde vias os bateaux mouches
percorrendo o Sena
***
Tranquila bebias tragos de kir royal
numa terrasse dos Campos Elíseos
num qualquer fim de tarde
revendo os teus papéis
***
Outras vezes ias até à Fnac
na Grande Arche de la Défense
onde folheavas por horas intermináveis
romances, peças de teatro, poesia
que devolvias às estantes ou compravas
***
Nessa desejada estadia
o romance que ali iniciaste e terminaste
continua a ser esse teu silêncio
sem edição prevista
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