terça-feira, 14 de julho de 2009

Torneio Medieval em Sintra

Foto de Fernando Cardoso
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«Um homem é sempre um contador de histórias; vive rodeado pelas suas histórias e pelas histórias dos outros, e vê tudo o que lhe acontece através delas. »
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Jean Paul Sartre, 1905-1980, filósofo e escritor francês, A náusea

quinta-feira, 9 de julho de 2009

"A Outra Face da Lua"


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"A Outra Face da Lua" é uma loja, um café, no exterior tem uma esplanada, que evoca sempre o regresso mágico ao passado mais ou menos distante. É, sem sombra de dúvida, uma loja vintage; desde a decoração da mesma até ao seu recheio e tudo o que ali pode ser comprado.
Em "A Outra Face da Lua" pode adquirir roupa vintage, cuidadosamente seleccionada, roupa manufacturada por Carla Belchior, uma das proprietárias. Dos acessórios seduzem-me os chapéus, os lenços, os cintos, as malas, os sapatos.
Além de roupa feminina e masculina, encontrámos também brinquedos de lata e belíssimos papéis de parede, para os adeptos deste nobre material decorativo. Eu sou uma das adeptas dessa forma de decorar alguns espaços de nossas casas. Já o fiz há alguns anos!
Antes ou depois de visitar a loja, degustar uma bela sande, um salgado, um bolo acompanhado de um chá (abundam os sabores e as propriedades desta bebida) é fazer as delícias do paladar.
Esta originalíssima loja fica num espaço nobre da cidade de Lisboa, na baixa, na Rua da Assunção, número 22.
Adoro lá ir! Só é pena não o fazer com a frequência com que desejaria.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Ele e Ela

"Encontro"- tela de Fernando Cardoso
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Certo dia, num dado momento, encontraram-se.
Nunca antes haviam pensado nisso.
Eram silhuetas de vida intensa
Numa tela do sentir de azul marinho!

O primeiro encontro foi o de um abraço nítido e puro!

Trocaram palavras simples e marítimas,
Deram-se as mãos e deixaram-se levar ao sabor da brisa,
Sentindo que os seus corações ondulavam,
Como os barcos em porto seguro.

Mais tarde no anúncio já de amor possível,
Souberam que o que os unia
Era a magia de serem juntos sem interrogações
E numa infinita visibilidade de existirem um para o outro.


terça-feira, 7 de julho de 2009

L de leitores... leituras... liberdade

Foto de Fernando Cardoso
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Os livros acompanham-nos para onde quisermos, quando quisermos. Mesmo em tempo de férias. Eles aí estão sempre, amigos, fiéis companheiros, à nossa espera. E há tantos! Todos à espera de serem lidos. Todos à espera de participarem da e na nossa história.
Por muitos que tenhamos lido e relido, existem os que não podemos esquecer nestes tempos de pausa de uma rotina de trabalho para uma outra rotina. As férias instalam nas nossas vidas, por mais que digamos que não, uma outra espécie de rotina! Não vale a pena iludirmo-nos que ela nos abandona. Isso não acontece. Há a rotina da família; das viagens, longas ou curtas, tanto faz; da praia para o apartamento que se alugou ou o hotel; das saídas à noite; do nada ter que fazer.
Voltemos aos livros. Nesta rotina aparentemente diferente, os leitores têm plena liberdade de escolha. Uns levam consigo livros de auto-ajuda; outros romances de quinhentas páginas; outros ainda ensaios e livros de estudo; outros optam por levar os livros catalogados como literatura “light”, para imaginariamente entreterem o tempo com algo não muito sério; outros, as novidades editoriais. À hora do café, talvez numa esplanada, para poderem tomar o cafezinho acompanhado do seu cigarro, folheiam-se jornais e revistas. Mas isso é também ler!, dirão alguns. Sim, com certeza, que sim...
Sem fazer julgamentos das escolhas dos leitores, num período em que a leitura é lazer, independentemente de modos literários, correntes ou autores, o que importa mesmo é que os livros sejam lidos, relidos, folheados, fechados, amados, odiados, abandonados, para um dia serem redescobertos ou, simplesmente, esquecidos.

A Fernando Pessoa

Foto de Fernando Cardoso
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Parque dos Poetas
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http://sebentadonando.blogspot.com/
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No teu quarto
das abstracções sempre possíveis
voluntárias
ondulam ainda por aí
no teu espólio
poemas limpos ou rasurados
reescritos
na página anjo do teu ser

Nasceram do teu pensar de génio
do teu sentir fragmentado
desassossegado
que imperiosamente
se disse em vozes distintas

As palavras dessa tua dispersão
materializaram
todos os teus EUS
que são OUTROS contigo
que te acompanharam
desde o dia em que nasceste
e ainda e sempre
aqui, hoje, agora que te foste

Tudo parece sonho na distância
dos séculos
mas a tua dor de seres
continua sempre e inequivocamente
connosco
com os que sentem como tu

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Mundo da Fantasia




Foto de Fernando Cardoso


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Quando o sol parte rumo a outras paragens e a lua sobe no céu escuro, com o corpo inchado e pleno, os duendes saem dos seus múltiplos esconderijos, para cravejarem de diamantes o infinito cósmico.
Estou a vê-los ainda agora: pequenos criadores de luzes mágicas, longínquas, saltitando de estrela em estrela ou voando no firmamento longínquo. São pequenos seres a espalharem a felicicidade na vastidão do universo.
Não me canso de os observar, por querer ser como eles: seres etéreos, imaginários, sem sentir nada do que atropela o real. São seres fantásticos, fantasiosos, mas encantadores.
Se fecho os olhos, ainda que por breves instantes, sem tempo no relógio, aproximam-se de mim e segredam-me ao ouvido as palavras que a lua não me pode dizer, mas que o coração já descobriu.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Tertúlia

Foto de Fernando Cardoso
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Parque dos Poetas
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Numa tertúlia muito agradável com o escritor José Fanha, já lá vão muitos meses, retive certas frases que ainda hoje fazem eco dentro de mim. As primeiras, que muito me marcaram, dizem respeito aos escritores em geral.
Um dos seus grandes amigos de José Fanha, também escritor, cujo nome não me recordo neste momento, partilhou com ele o seguinte pensamento «Todos os escritores são crianças doentes». Fiquei a pensar. Intimamente concordei. Lembrei-me imediatamente de Fernando Pessoa.
Depois acrescentou. Alguns ficaram órfãos muito cedo e tardiamente ou nunca superaram a perda do familiar querido, ficando a sua infância marcada pela saudade de quem foram; outros entraram em conflito aceso com os seus progenitores; outros ainda entraram em conflito consigo mesmos. Ainda há aqueles que não superaram nunca essas perdas e esses confrontos e disseram precocemente adeus à vida. Nessa altura pensei em Antero de Quental, Florbela Espanca e em Mário de Sá Carneiro.
José Fanha não se ficou por aqui e deu alguns exemplos falando de autores e declamando os seus textos. “Hoje já não festejam o dia dos meus anos”, de Fernando Pessoa; “Poema à mãe” de Eugénio de Andrade; “O Palácio da Ventura” de Antero de Quental e muitos, muitos mais poemas de Ary dos Santos, Alexandre O’Neill, Mário Viegas, Sophia de Mello Breyner Andresen, Miguel Torga.
Há obras e textos felizes, porém nem sempre quem os escreve é feliz. O verdadeiro escritor tem a sensibilidade à flor da pele e o sofrimento inscrito no mais fundo do seu ser!