terça-feira, 15 de setembro de 2009

Desejos de Consumo

Estou a responder a um desafio que me foi feito pela Teresa Ferreira, que tem um belíssimo, blogue "Os meus óculos do Mundo", que também respondeu a este desafio colocado por outra bloguista.
A minha missão é apresentar cinco desejos de consumo. Não vai ser difícil! Sou consumidora compulsiva, embora já tenha sido mais! Há muito que não compro nada.
Vamos às compras? Umas mais impossíveis que outras...
1-Um vestido preto Ungaro;
2-Botas e mala Channel;
3-Jóias da Cartier;
4- Maquilhagem Estée Lauder;
5- Cabelos Jacques Dessange.
Acho que assim poderia apresentar-me com glamour em qualquer "vernissage" e fazer com que não passasse despercebida (algo que nunca procuro, antes pelo contrário).
Hoje deixei-me levar por sonhos fúteis e extravagantes. Excepto num aspecto, esta produção seria em nome da arte, neste caso, da pintura.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Voz da dispersão

Foto de Fernando Cardoso
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No teu quarto
das abstracções sempre possíveis
voluntárias
ondulam por aí
poemas limpos ou rasurados
reescritos
na página anjo do teu ser

Nascem do teu pensar de génio
do teu sentir fragmentado
desassossegado
que imperiosamente
se diz em vozes distintas

As palavras dessa tua dispersão
materializam
todos os teus EUS
que são OUTROS contigo
que te acompanham
desde o dia em que nasceste
e ainda e sempre
aqui, hoje, agora que te foste

Tudo parece sonho na distância
dos séculos
mas a tua dor de seres
continua sempre e inequivocamente
connosco
com os que sentem como tu

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Hoje...

Hoje é dia da rosa... Aquela rosa carmim, com pétalas de veludo, que inunda de perfume doce e suave toda a casa. Está num solitário, ali, na sala, bem à vista de todos.
É linda esta rosa. Bela ainda que efémera... como tudo o que é belo.
Só que hoje é dia da rosa... daquela rosa em botão ainda a desbrochar...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Blogagens Colectivas: Adormecer aqui e amanhecer noutro lugar

Adormecer aqui... ao abandono... ao frio e ao calor... num banco de jardim... outras vezes num leito improvisado. Numa pouca de palha.
Sim, é possível. Já lhe aconteceu. Quando? Não se lembra. Não se quer lembrar. Essa memória foi apagada.

Foram outros tempos. Tempos onde a guerra existia e a juventude também! Depois... quis a sua estrela ou o destino, nem ele o sabia, que amanhecesse noutro lugar.
Agora acorda todos os dias na cama de uma casa senhorial, do séc. XVIII, que mandou recuperar há alguns anos.


Outros, de Norte a Sul do país, já aí pernoitaram e voltam. Sabe-lhes bem acordar ao som dos pássaros, tomar um bom pequeno-almoço transmontano, andar a cavalo pelos campos ou de moto-quatro...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Paleta de sonhos

Autor: Miguel Borges
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O Miguel observa a Natureza e prende-a nos seus quadros. E as paisagens que imagina ou reproduz traduzem a sua juventude e o sonho de, um dia quem sabe, vir a ser pintor.
Não aprendeu com ninguém. Foi um dom que nasceu com ele. Depois dos desenhos, aprendeu a misturar na sua paleta os tons que imaginava e outros que descobria.
A arte e a busca do belo e do sentir próprio fazem dele um jovem atento à poesia que o cerca! É no seu retiro solitário, no Norte, que cria um Mundo novo...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Sensações

Foto de Fernando Cardoso
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Não cerres os olhos
à paisagem tranquila
que te anuncia
nas ondas do mar irrequieto azul
que a vida é um diamante em bruto

Não omitas o teu sentir
tudo ao limite
com a mesma intensidade de sensações
na tempestade e na bonança

Deixa que outros leiam
as tuas páginas
do teu ser
onde moram o sonho e a poesia

Último dia de férias


Ao longo de um mês de Agosto, ora muito quente, ora muito fresco, a Casa do Cavalo Marinho encheu-se de amigos. Sobretudo aos fins-de-semana.
Os relógios, aqueles objectos que regulam o tempo em horas, foram esquecidos. Não havia horas. Os dias eram regulados pelos banhos na piscina, pelas bebidas refrescantes e pela fome. As horas das refeições variavam de dia para dia e de acordo com os presentes.
Houve quem tivesse semanas de férias e quem tivesse o mês inteiro! Sortudos!? Talvez! Depende do ponto de vista. Neste caso, são os que não podem repartir as férias ao longo do ano... o que é uma pena!
Por vezes, é mesmo necessário parar, sair e respirar novos ares e contactar com outras culturas! Faz bem, enriquece-nos, sentimo-nos mais leves. Além de que retomar o trabalho se torna mais fácil!