domingo, 29 de novembro de 2009

FELIZES DESCONHECEDORES

Foto de F Nando

Casa do Cavalo Marinho


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Sei de um reino onde crepitam nas chamas da lareira sentires únicos... É um reino maravilhoso! Nesse mundo da Fantasia, as árvores são centenárias, os lagos são límpidos, existem todas as espécies. Harmonia é a palavra de ordem!

Este é um reino real e honesto! É um daqueles reinos em que os habitantes, todos os habitantes (seres humanos, duendes, gnomos) conhecem a sua verdadeira essência. Serem unidos a partilhar o calor da amizade e do amor!

Existir pode ser a primeira instância dos seres,  todavia o mais importante é o SER. Porquanto SER é a individualidade e o sentir de cada um, único e irrepetível... e essa partilha sem pedir nada em troca.

Por mais questões que nos coloquemos, o mais honesto é sermos justos connosco e com os que cruzam o nosso caminho, fazermos parte do universo pessoal de cada um, sem constrangimento ou falsas aparências, criar laços e reconhecer no outro uma pequena centelha de nós mesmos.

O calor de uma fogueira pode aquecer o corpo, a casa, a noite. Não obstante não é tudo. O seu calor pode aproximar-nos, num ou noutro lugar, numa ou noutra época do ano. Mas nada se iguala ao calor humano. Ao que o outro é…

Porque somos agora - sobretudo agora , felizes desconhecedores do ainda por acontecer -  criação, sonho, realidade e emoção.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Um doce chamado Sisse


Esta é a minha cadela: meiguinha, melosa, sempre a pedir festas ou uma gulodice. Já o meu irmão afirma que é dele. Adquiriu a mãe há largos anos,a Laika, e assim que a primeira e única ninhada nasceu ficou sempre na casa dele. Excepto no ano passado que mãe e filha viveram em minha casa por um período de nove meses.
Ainda assim sinto que a Sisse me pertence e ela também, pois sempre que a encontro ao fim-de-semana, late, corre, lambe-me as mãos, saltita e é uma alegria só. Além disso senta-se sempre onde eu estiver e está sempre por perto. Sabe quando estou triste ou quando estou feliz. É um doce!

Mentes inquietas


Mr Jones nega-se a aceitar os seus altos e baixos de humor, que variam entre a depressão e a mania (antes designados maníaco-depressivos pela medicina).
Nos momentos de depressão isola-se do mundo, chora, e acaba invariavelmente por ser internado num hospital psiquiátrico (uma experiência que em nada contribui para a sua felicidade ou a sua recuperação, pois vive dopado com os químicos que lhe ministram). Sempre que sai do hospital deixa de os tomar e Jones parece e é outra pessoa, outro homem.

Já nos momentos de mania a sua atitude é completamente outra. Levanta e gasta avultadas somas de dinheiro, presenteia belas mulheres, sobe ao cimo de um telhado como se pudesse voar, interrompe um concerto de música clássica por também ele adorar e tocar Beethoven na perfeição.
Até que um amor impossível o resgata. Jones apaixona-se pela psiquiatra que o trata e dele tem de se afastar por questões deontológicas. Mas ainda assim, desafiando a sociedade, é ela que o salva e lhe dá o apoio de que precisa.
O fim do filme pode ser lamechas, banal, previsível. Todavia gosto que esta mente inquieta, depressiva bipolar, encontre um rumo e um equilíbrio na sua vida pessoal.
A ficção pode ser a representação do real. Acreditem!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Mr Jones



Um dia falar-vos-ei deste filme. Se tiverem paciência para me ouvirem!

Experiência fotográfica


Autor: F Nando

Local: Feira Medieval em Sintra

Data: Agosto

Tons originais: Cor

Outros tons: Sépia

Eu, Nathalie, gosto invariavelmente de fazer experiências (com as cores, com as texturas, com os tamanhos). Para mim nunca nada está completamente acabado.
Se reescrevo um texto meu, nunca ficará igual ao original!

Acontece-vos o mesmo? Suspeito que sim!!!

Moulin Rouge

Montmartre: outrora e agora



As duas últimas vezes que estive em Montmartre senti que muita da atmosfera mágica se tinha perdido.
A famosa e mais procurada Praça de Tertre com as suas ruas estreitas, esplanadas, pintores e retratistas viam-se ocupadas harmoniosamente por todos. Mas que prazer perdermo-nos nas pequenas ruas estreitas e descobrir toda essa vida genuína e palpitante.
Hoje em dia, as ruas outrora espaços privilegiados e consagrados aos artistas, foram completamente ocupados pelas esplanadas de cafés e restaurantes. Todos eles passaram para as franjas exíguas dessas ruas de comes e bebes.
No entanto, não podemos nunca esquecer que Montmartre não é apenas uma das zonas de boémia de artistas, poetas e escritores.
Da Catedral de Montmartre o olhar estende-se pelos principais monumentos de Paris. É uma das mais belas vistas panorâmicas sobre a capital francesa seja dia ou noite.
Nunca me canso de observar a paisagem parisiense onde a vida, a arte, a beleza sempre se encontram.