sábado, 12 de dezembro de 2009

Quero um Natal...


Foto de F Nando
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... quentinho,

.... doce,

... e muito, muito, muito simples,

... feliz. Muito feliz!


É na simplicidade que reside a beleza e o amor!



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E vocês?

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A Magia da Lente

Gosto de determinadas máquinas. Não têm de ser o último grito em tecnologia, mas têm de ter um certo design. Não para me distinguir dos outros, mas porque gosto de tudo o que é esteticamente belo. Gosto de automóveis! Muito aliás! Todavia não será sobre isso que escreverei. Gosto de máquinas fotográficas!
Citroen Arrastadeira

O meu pai tinha uma que seria uma verdadeira relíquia, hoje em dia, mas que se perdeu ou alguém levou quando nos ausentámos de nossa casa e nos todos instalámos na grande Lisboa depois da sua morte.


Não tenho nenhuma máquina fotográfica xpto. Tenho uma, creio que do meu irmão, que costumávamos levar nas nossas viagens. Ora a usava ele, ora a usava eu. Ele tirava fotos a cores e, chegada a minha vez, depois de gasto os rolos, trocava o último por um a preto e branco. Por falar nisso, ainda tenho um na gaveta da minha secretária.

Sempre gostei de fotos a sépia ou preto e branco. Em criança e, ainda hoje, adoro folhear os álbuns de família. Como eram mágicos para mim. Transportavam-me a um outro tempo onde tudo me parecia fantástico. Os meus avós, a minha mãe e os meus tios solteiros, as festas na vila, os casamentos, os primeiros netos.

Da família paterna não havia tantos registos e se os havia, não tive acesso a eles. Pude ver apenas uns da tropa e outros nos seus primeiros anos do meu pai em França. Mas aí as fotos a cores chegaram depressa. Ainda assim, tenho uma a preto e branco tirada num fotógrafo (que por acaso até se encontra num post deste blogue).


Citroen Arrastadeira

Agora, com as novas tecnologias, converto as fotos que considero preferidas, e que me foram passadas para o computador, em fotos a preto e branco. São automóveis, paisagens, pessoas. E tudo me parece envolto numa aura de magia, num tempo bem distante e tranquilo. Num tempo sem tempo, infinito, cristalizado como uma verdadeira obra de arte imperecível e irrepetível… por mais que se tente!

Nota: Todas as fotos foram tiradas por F Nando e todas elas me transportam ou parecem transportar para um passado idílico ainda que citadino

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Noel... Noel...

Foto de F Nando
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Há imagens eternas que nos acompanham ao longo de todo o nosso percurso.

São, por vezes, imagens amarelecidas pelo tempo ou com os contornos pouco claros, como se o tempo no-las tivesse envolto numa neblina de anos.

Ainda assim, sempre que a mesma festividade se repete, ano após ano, recuperamo-la do baú das emoções e, na distância dos anos, tudo parece mais encantador e mágico. Não só porque foi diferente, mas também porque, no fundo, tudo muda.

Tenho o prazer de recuar mais uma vez à infância, em França, onde vivi cada Natal com o fascínio com que todas as crianças o vivem.

O meu pai costumava colocar o pinheiro com as bolas, as fitas brilhantes e as luzinhas intermitentes e coloridas no meu quarto. Sob a árvore, que gostava de adquirir, dispúnhamos as figuras do presépio, que a cada ano ia crescendo. Adquiríamos mais figuras para melhor o representarmos.

Colocávamos o pinheiro enfeitado perto de uma janela, bem juntinha à chaminé (havia uma em cada quarto), para que o Menino Jesus depusesse os presentes durante a noite. Eu bem que tentava não adormecer, mas era escusado. E na manhã do dia seguinte, lá estavam os presentes bem embrulhadinhos.

As iguarias que a minha mãe confeccionava para o Natal eram as mesmas que faziam o Natal português, acrescido com outras guloseimas francesas.

Já na altura, alguns dos meus coleguinhas de escola falavam do Pai Natal, das prendas caras, das lautas ceias. Para mim, nada disso tinha importância. O meu Natal era diferente do deles e se o passássemos na aldeia dos meus avós, em Portugal, mais diferente se tornava.

Do que eu gostava mesmo naquele país mais evoluído e com uma economia emergente, era os pinheiros de Natal (reais e em chocolate) iluminados perto das janelas dos habitantes, as decorações natalícias nas ruas, a neve e o frio, e o calor aconchegante uma vez em casa.

Gostava ainda de mirar as vitrines cheias de chocolates, bolos e outros doces, entrar numa dessas pastelarias ou "chocolateries", pela mão do meu pai, e levar imenso tempo a escolher o meu preferido e levar outros para casa. Apesar da espera, o meu pai nunca se zangou comigo.

A minha mãe era mais de ficar em casa, porventura por causa das tarefas domésticas! O meu pai, eu e depois o meu irmão saíamos para fazer compras ou assistir a um ou outro espectáculo de Natal.

Na minha família nunca deixou de se festejar o Natal. Uns foram mais mágicos do que outros.

Em 1992, ano em que faleceu o meu pai, não deixámos de o fazer, embora a sua ausência fosse muito sentida. Mas esta era também uma forma de o manter vivo e connosco, que sempre gostou do Natal.

Não sei se cheguei a ouvi-lo dizer que gostava do Natal, porém era graças a ele que tínhamos, todos os anos, o pinheiro enfeitado, perto da janela, para anunciar o nascimento do Menino Jesus.

  

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Blogue original ou provocador? O leitor que decida!!!

Gostam da ilustração? Pois a mim agrada-me. É o autor de um interessantíssimo blogue com um nome ainda mais inesperado. Este é o seu perfil! Generoso! Cuidou de todos os pormenores:identificação, postura, compostura, gravatinha.

Outra versão desse tão ilustre blogueiro! É um autêntico intelectual. Observem bem como está concentradinho na leitura. Que livro será? Pelo sorrisinho só pode ser um livro de humor. Será de quem? Teremos curiosidade em conhecer o escritor?
Tenho a certeza que sim!


O ilustre blogueiro não é, de facto, um canino... mas tem o seu quê de "pedegree". Eu que o diga que o conheci há pouco tempo, num jantar entre blogueiros. Além de ter um blogue e muitas outras ocupações, escreve.
Já encomendei o meu livro na semana passada na Bertrand. Hoje voltei lá, pois estou curiosíssima. Pudera! Sou uma devoradora de livros! Mas nada! O livro ainda não chegou!
Termino com uma citação de Charles Morgan: « A melhor homenagem que se pode fazer a um autor não é ficarmos presos à leitura do livro, mas parar a sua leitura, pousá-lo, meditar sobre o que nos diz e ver além do que nos transmite, ter um novo olhar e redescobri-lo.»
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PS1: Nome do autor: Rafeiro Perfumado. Inteligente e divertido, certo?
PS2: Peço desculpa ao ilustrador por ter usado as ilustrações no meu post sem o identificar. Prezo os direitos de autor. Fá-lo-ei assim que me disserem de quem se trata.

domingo, 29 de novembro de 2009

FELIZES DESCONHECEDORES

Foto de F Nando

Casa do Cavalo Marinho


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Sei de um reino onde crepitam nas chamas da lareira sentires únicos... É um reino maravilhoso! Nesse mundo da Fantasia, as árvores são centenárias, os lagos são límpidos, existem todas as espécies. Harmonia é a palavra de ordem!

Este é um reino real e honesto! É um daqueles reinos em que os habitantes, todos os habitantes (seres humanos, duendes, gnomos) conhecem a sua verdadeira essência. Serem unidos a partilhar o calor da amizade e do amor!

Existir pode ser a primeira instância dos seres,  todavia o mais importante é o SER. Porquanto SER é a individualidade e o sentir de cada um, único e irrepetível... e essa partilha sem pedir nada em troca.

Por mais questões que nos coloquemos, o mais honesto é sermos justos connosco e com os que cruzam o nosso caminho, fazermos parte do universo pessoal de cada um, sem constrangimento ou falsas aparências, criar laços e reconhecer no outro uma pequena centelha de nós mesmos.

O calor de uma fogueira pode aquecer o corpo, a casa, a noite. Não obstante não é tudo. O seu calor pode aproximar-nos, num ou noutro lugar, numa ou noutra época do ano. Mas nada se iguala ao calor humano. Ao que o outro é…

Porque somos agora - sobretudo agora , felizes desconhecedores do ainda por acontecer -  criação, sonho, realidade e emoção.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Um doce chamado Sisse


Esta é a minha cadela: meiguinha, melosa, sempre a pedir festas ou uma gulodice. Já o meu irmão afirma que é dele. Adquiriu a mãe há largos anos,a Laika, e assim que a primeira e única ninhada nasceu ficou sempre na casa dele. Excepto no ano passado que mãe e filha viveram em minha casa por um período de nove meses.
Ainda assim sinto que a Sisse me pertence e ela também, pois sempre que a encontro ao fim-de-semana, late, corre, lambe-me as mãos, saltita e é uma alegria só. Além disso senta-se sempre onde eu estiver e está sempre por perto. Sabe quando estou triste ou quando estou feliz. É um doce!

Mentes inquietas


Mr Jones nega-se a aceitar os seus altos e baixos de humor, que variam entre a depressão e a mania (antes designados maníaco-depressivos pela medicina).
Nos momentos de depressão isola-se do mundo, chora, e acaba invariavelmente por ser internado num hospital psiquiátrico (uma experiência que em nada contribui para a sua felicidade ou a sua recuperação, pois vive dopado com os químicos que lhe ministram). Sempre que sai do hospital deixa de os tomar e Jones parece e é outra pessoa, outro homem.

Já nos momentos de mania a sua atitude é completamente outra. Levanta e gasta avultadas somas de dinheiro, presenteia belas mulheres, sobe ao cimo de um telhado como se pudesse voar, interrompe um concerto de música clássica por também ele adorar e tocar Beethoven na perfeição.
Até que um amor impossível o resgata. Jones apaixona-se pela psiquiatra que o trata e dele tem de se afastar por questões deontológicas. Mas ainda assim, desafiando a sociedade, é ela que o salva e lhe dá o apoio de que precisa.
O fim do filme pode ser lamechas, banal, previsível. Todavia gosto que esta mente inquieta, depressiva bipolar, encontre um rumo e um equilíbrio na sua vida pessoal.
A ficção pode ser a representação do real. Acreditem!