sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Fitar o horizonte

Foto de F Nando
***


O céu plúmbleo, as nuvens prenhes de água, o rio aparentemente calmo como um espelho estático, o horizonte tão ou mais de chumbo gritavam, na sua assumida e perene resolução, que a estação invernosa viera, indubitavelmente, para ficar.
Este dia quatro de Janeiro, do recém-nascido 2010, tal como os dias anteriores, mostrava-se triste, cinzento, frio e chuvoso. A chuva ora lenta ora brusca inundava o cais dos pescadores e toda a vila. Só o vento não era tão forte. Nem tão destruidor.
Dias antes, nada nem ninguém duvidara da sua capacidade de arrastar consigo, para as profundezas das trevas do Hades, tudo o que o ser humano possuía.
Porém, neste início de semana e de regresso à rotina, pairava uma tristeza fria e difusa, omnipresente, espelhenta na paisagem invernosa. Ainda assim não se podia dizer que fosse uma tristeza completa e infelizmente infeliz. Havia uma beleza pura, natural, quase mágica e onírica.
Até as gaivotas de tão estáticas pareciam petrificadas na paisagem! Mas não! Pelo contrário... Eram das poucas que tinham o privilégio de olhar o vazio e desconhecer o tédio, a monotonia dos dias, a rotina e a penumbra nebulosa de dias e dias de invernia.
Quão pequenos somos perante a Natureza! O nosso poeta Camões havia de acertadamente, numa passagem de Os Lusíadas, apelidar os homens de "pequeno bicho da terra", contra quem a força dos elementos tudo pode e todos, sem excepção, nada podem fazer a não ser que a tormenta passe e que novos dias e novas esperanças ressurjam das entranhas.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

As mais belas flores...

... que fotografei na abertura de uma exposição de um belíssimo Projecto de Solidariedade. Nome do projecto? Neste momento não me recordo! Uma falta imperdoável. Mas era um projecto de solidriedade e de intercâmbio com África, Angola, creio. Estavam lá os embaixadores.
Houve discursos, agradecimentos, belíssimos painéis e objectos com que deliciar o olhar!
Eu retive este ramo de flores! Eu e as flores... como se houvesse uma irmandade. Elas representam a beleza e eu represento-as a elas em diferentes formas (fotografia, escrita, desenho).
Elas são a minha ligação mais directa com o Universo. Elas são a beleza inigualável que apaziguam o nosso ser.
Tenho um jardim de flores lindo, lindo, suspenso nos meandros da minha imaginação.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Felicidade

Foto de F Nando
***
« Só há felicidade se não exigirmos nada do amanhã e aceitarmos do hoje, com gratidão, o que nos trouxer. A hora mágica chega sempre.»
Hermann Hesse

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Bonne Année



quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

BOLO DO AMOR (adaptado)








Enquanto procurava receitas para o "réveillon", deparei-me com esta receita que Luís Miguel, de Lisboa, enviou para o "site" gastronomia.com.

***

É a receita de um bolo que todos conhecem mais ou menos bem, com mais ou menos imaginação. Apeteceu-me partilhá-la convosco! Não levem a mal, pois brincar e dar umas boas gargalhadas faz muito bem. É apenas essa a minha intenção.




BOLO DO AMOR


1- Ingredientes


* 1 cama quente, perfumada e com pétalas de rosa espalhadas entre os lençóis

* 2 corpos lavados,pele suave e hidratada e perfumados

* 5000g de carícias

* 1 banana, não muito madura

* 2 tomates com pele

* 2 marmelos

* 1 forno devidamente lavado e aquecido

* 1000 000 000 de beijos


2- Confecção


Introduzir delicadamente e sem pressa os 2 corpos na cama, adicionando beijos e carícias por todo o corpo, conforme a sua preferência.

Enquanto faz as carícias, pode adicionar mel, champanhe, chocolate, ou o que a sua imaginação quiser.

Agitar com as mãos os marmelos até estes ficarem ligeiramente rijos mas de forma a não os machucar.

Meter a banana previamente aquecida com os dedos, no forno, à temperatura ambiente.


3- Recomendações

* Deixar os 2 tomates com pele no exterior

* Manobrar a banana em sentido vai-vem

* Fazê-la sair de tempos em tempos e voltar a metê-la controlando a cozedura e com a preocupação de não perder o sumo antes de tempo.

* Use sempre preservativo.


4- Tempo mínimo de cozedura

* 20 minutos


5- Atenção especial

* Não bata as claras em castelo


6- Recomendação especial

Não se importe de repetir frequentemente a receita a fim de saboreá-la, pois além de fazer muito à saúde e ao espírito, cada vez que se prova é mais gostoso.

BOM APETITE!!!



FELIZ ANO NOVO


terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Preferências

Como ando sem inspiração nos últimos tempos, ainda que sem razão ou explicação aparente, apeteceu-me revelar e partilhar algumas das minhas preferências, em campos muito diferentes. Estou numa fase em que não me apetece escrever sobre assuntos sérios! Estamos no fim de mais um ano, não é?

É um lugar comum gostar de Fernando Pessoa, falar de Fernando Pessoa. No meu caso não gosto deste autor para parecer erudita. Nada disso. Gosto dele de paixão. Anda sempre comigo em pensamento. Temos sentires que se assemelham e mais não digo... seria tirar todo o mistério a estas revelações.

Madonna: irreverência; sensualidade; rebeldia; modernidade; música; concertos; energia... uma força viva da natureza. Mulher polémica mas inteligente!


"The Holiday" é um dos filmes de que gosto. Fui vê-lo ao cinema no Centro Vasco da Gama e acabei por não o ver. Dormi o tempo todo... Mas assim que pude vi-o e tenho-o visto ene vezes. Faz sonhar. Passa-se na quadra natalíciae está impregnado de revelações.



Paris? SEMPRE! A qualquer hora, em qualquer estação do ano, só ou acompanhada. Nasci perto de Lyon, porém Paris é a capital do meu coração.




Adoro esta foto. Não gosto de tirar fotos, mas gosto particularmente desta. Quem é que não se apaixona por fotos de crianças?

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Natal 2008

Foto N Augusto
*******
O Inverno parece finalmente visitar-nos. Não sei até que ponto o esperávamos, mas acho que até queríamos que chegasse! Na verdade, como o Natal se aproxima a passos largos, não seria o Natal de outros tempos se as temperaturas não descessem vertiginosamente e começasse a nevar nas terras mais altas.
O Natal do ano passado foi, realmente, muito frio! Geladíssimo! É sempre assim em Trás-os-Montes. Mas houve algo de diferente, pois a natureza manifesta-se sempre de diversas formas, quando menos esperamos. Na Terra Quente não há propriamente nevões nesta época do ano. Mas o frio, no exterior das casas bem quentinhas, entranha-se no corpo até quase chegar aos ossos.
Pior que a neve, são os dias consecutivos de gelo e de nevoeiro. Como o sol não rompe a densa nuvem húmida e cinzenta, o gelo acumula-se dia a dia. Os telhados, as hortas, as árvores ficam brancos brancos e até parecem cobertos de pendentes transparentes. As águas dos rios gelam. Para prevenir acidentes, abre-se a comporta do rio Tua e, uma vez sem água, mais parece um ringue de patinagem.
Esta foi a paisagem natalícia do ano passado. Fria, natural, linda, mágica...
É nestas alturas que gosto de ir até ao Norte. Aí o Natal é mais Natal... por todas as razões que possam imaginar.