terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Entre o sonho e a realidade

Ela tinha um sonho. Na verdade, muitos sonhos e sabia que não poderia realizar muitos deles. Ainda assim continuava a sonhar. Sonhava os seus próprios sonhos e realizava muitos deles também em sonhos. Gostava de voar num balão. Sonhava com o dia em que isso aconteceria.
Nesse dia não estaria vento. Veria o balão ser estendido no chão de um qualquer parque, veria também montar todos os apetrechos no interior que segurariam o cesto e a bomba que inflaria de ar quente o balão. Depois de o balão estar pronto a subir nos céus de Outono, entraria e a viagem teria início.
Um dia revelou esse sonho amigos, enquanto todos falavam em realizar aventuras mais radicais: voar de asa delta; fazer paraquedismo; andar num carro de fórmula 1. Tantos sonhos. Todos radicais. Fora das suas vidas rotineiras e comuns.
Todos riram no fim das suas pequenas loucuras. Mas houve um desses sonhos que se realizou. O sonho que ela tanto desejara: voar num balão. O grupo organizou-se de forma a que ela não suspeitasse de nada. Procuraram na net as empresas ou associações que faziam esses voos, fizeram a marcação e, uns dias antes do seu aniversário, começaram a fazer insinuações. De que ela ia adorar a prenda, que não iria adivinhar o que era, mas que já alguns meses falara nisso. E ela não conseguiu adivinhar, claro! Sabia que a viagem não era propriamente acessível. Por isso nem se lembrou.
Então, no dia do aniversário, entre outras prendas, foi-lhe entregue um envelope. Quando o abriu nem queria acreditar! Que felicidade.


Tudo aconteceu como imaginara. Chegar ao local e ver o ritual de inflar o balão. Senti-lo encher aos poucos até poder entrar, quando cheio, no cesto com dois amigos e o piloto. E a pouco e pouco o balão foi flutuando cada vez mais alto e mais alto ao sabor do vento e de acordo com o piloto.
O silêncio não era total. Apesar de se afastarem da terra, ouviam-se os sons da terra, sobretudo as vozes dos animais domésticos (galos, ovelhas, cabras). A terra vista do ar, de longe, era magnífica. Poder ver em tamanho pequeno os vilarejos, as quintas, o comboio deixaram-na feliz e estranhamente calma e tranquila, como se sempre tivesse sido uma " balonista".
Pousaram bem longe do local de onte tinham saído. É que os balões flutuam ao sabor do vento! Não foi muito dramático pousar o balão. Todos eles sentiram um forte abanão quando o cesto tocou o chão. Para terminar bem o voo, o piloto e o seu ajudante abriram uma garrafa de espumante bem fresquinho! Afinal aquele era o baptismo de voo num balão para os três.


Fotos de Nuno Martins

domingo, 7 de fevereiro de 2010

«A Pirâmide Invertida"

Museu do Louvre
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Nem sempre reparamos no que nos cerca. Às vezes, são necessários dias ou novas visitas para vermos melhor o que nos cerca.
Há descobertas espontâneas. Parece que são elas que enfeitiçam o nosso olhar. Outras há que são indicadas por certos livros, reportagens, revistas.
O Museu do Louvre não é um museu qualquer. Para além das diferentes alas, há vários átrios que podemos visitar e onde até nos podemos perder, na verdadeira acepção da palavra.
Depois de ter visitado o Museu do Louvre por várias vezes, só depois de ler o livro O Código Da Vinci, de Dan Brown é que passei a ter curiosidade em ver "ao vivo e a cores" a "pirâmide invertida". Como me passara despercebida, eu que sou tão atenta a tudo, chegando mesmo a descobrir pormenores que ninguém antes tinha reparado ou visto?
Mas logo que pude, fui certificar-me que existia. E não é que existia mesmo? Não era ficção...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Casa do silêncio

Foto de F Nando
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O silêncio abriu a porta da casa da duna e instalou-se como se fosse sua. Entrava e confirmava que era o único ali. E era! Nada se movia. Nada! Nada! Nem os cortinados com o vento que entrava pelas frestas das janelas. Nem as portas se abriam ou fechavam. Nem as chávenas de porcelana tilintavam nos antigos guarda-louça, nem as plantas estremeciam com a luz. Não havia gatos,nem cães.
O silêncio era sepulcral, ainda que não fosse ameaçador. O silêncio era indefinível. Não era como outros silêncios: acusadores, sentenciosos, de desprezo e preconceito..
O silêncio tinha entrado na casa para, simplesmente, continuar as suas leituras! Entrara ali uma vez e descobrira uma biblioteca valiosíssima. Desde então, sempre que os donos se ausentam, ele entra e põe-se a ler, sentadinho numa poltrona.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Expiação



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ARTE LISBOA 2009
Foto de F Nando
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FIL

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Vozes do Mar

Foto de F Nando
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Este silêncio de Inverno feito de vendavais, nevões, chuvadas torrenciais, dias e dias de céu de cores de chumbo e quase azul escuro são o anúncio dos gritos mudos do mar. O mar tem voz e é das mais belas: pode ser tempestuosa, melódica, tranquila e diz tanto sobre o que sente. Tem um sentir inimaginável que se perde na distância e fusão de todos os Oceanos.
Agora anda enfurecido. Muito. Atira-se contra as escarpas dos promontórios, as vagas crescem enormemente e os areais ficam à sua mercê.
O mar é um poeta. É no silêncio que escreve os mais belos poemas nos corais, nos tesouros que ainda alguém há-de descobrir. Há tantos mistérios no silêncio fundo do mar!

sábado, 30 de janeiro de 2010

Les mauvais Garçon...

Foto de Pedro Reis Miguel
PARIS
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Y a t' il des mauvais garçons? Comment les reconnaître? Quels sont ses modes de vivre le jour à jour?
Il y a des mauvais garçons comme il y a des mauvaises fille. Quelque foi il sont facile de reconnaître, d' autre ils semblents des anges.
Liberté, expériences risqués, mensonges, mennacer les autres et soi-même, être clochard, sont leurs façons d' éxistence,
Sont t' il heureux? Quelque foi, quelques jours, comme tout le monde. Vont-il continuer comme ça? Peut-être. Tout peux arriver... mais il faut premier vouloir changer.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Notícia quase fresquinha


Vai decorrer na bela cidade do Porto o II Encontro de Blogueiros, no mês de Março. O I Encontro de Blogueiros aconteceu na capital. Confesso que Lisboa foi uma óptima opção para o primeiro Encontro.
O Gonçalo, o organizador-mor destes eventos, ir-nos-á informando das datas para as inscrições, do local de Encontro "and so on".
Os blogueiros interessados opinarão sobre o local e a hora. O Gonçalo é um bom conviva, mas não é um ditador! Consulta e ouve a opinião dos que se associarem a este evento.
Não sejam tímidos! É bom passar do mundo virtual dos blogues para o mundo real dos blogueiros! É extraordinária a partilha de ideias, a boa disposição, o jantar e... aceitar alguns desafios.
Fui ao primeiro e adorei! Digo-vos é um evento imperdível, carago!