Ultimamente os meus passos têm-me guiado até ao Centro Cultural de Belém. Fez ontem oito dias que fui ver a exposição de Joana Vasconcelos. Foi mágico! E todas as obras desta artista inigualável, muito criativa e original, fizeram-me entrar num mundo onírico. Em certos momentos, senti-me criança outra vez.
Hoje voltei ao CCB, desta vez para celebrar o Dia Mundial da Poesia. Andei a folhear os livros na feira do livro de poesia. Ouvi poetas a declamar poesia em algumas das salas. Detive-me nelas por instantes. Vi uma exposição de poesia experimental.
O momento que vou guardar para sempre na minha memória passou-se na sala Sophia de Mello Breyner Andresen. Ouvi elementos do público a declamar e/ou a ler poesia: Fernando Pessoa, Cecília Meireles, Vinicius de Morais, entre outros. Alguns elementos do público leram também poemas de sua autoria.
Destaco a partcipação brilhante de dois jovens que participaram nestas leituras. Um rapaz brasileiro que declamou um poema de Vinicius de Morais e outro da sua autoria. E outro português que leu com muita expressividade dois poemas de Fernando Pessoa.
Só posso sentir que é aqui que eu pertenço. Onde tudo acontece. Exposições, feiras do livro, encontros com escritores, oficinas de leitura e de escrita.
Neste segundo dia de Primavera solar, não plantei uma árvore (algo que já fiz), mas li dois poemas de Fernando Pessoa, como aqueles jovens e outros adultos.



