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No Dicionário de Símbolos podemos encontrar a descodificação de palavras e números; isto é, o seu significado enquanto símbolos. Não vou fazer uma dissertação sobre símbolos neste post. Vou muito simplesmente escrever sobre o que alguns números significam para mim, sem carácter científico, portanto. Embora conheça o seu significado aplicado à literatura.
Gosto do número três. Acho-o um número forte, espiritual e poético. A seguir, vem o número sete. O que vejo nele? Sonho, esoterismo, fantasia. Tem feito parte da minha vida. Segue-se-lhe o número treze. Sim, o número treze e se coincidir com uma sexta-feira melhor. Acho-o também poderoso, mágico, guerreiro. Não acredito em mitos que o apelidam de "o número do azar".
Há mais algum número de que goste? Não! Já identifiquei os meus números de eleição. Então que faz aquele número duplo, em azulejo, a abrir esta reflexão sobre números? Não gosto particularmente do número quatro. Mas sempre achei o número quarenta e quatro simpático. Dois quatros. Um significado que vem de uma brincadeira de adolescentes.
Já lá vai o tempo em que eu e as minhas amigas jogávamos um jogo com os números de matrícula de automóveis que se repetiam e, para mim (imagino que para todas), o número quarenta e quatro era o preferido. O número onze correspondia a "Vais receber uma carta", o vinte e dois "Vais ter boas notas", o trinta e três já não me lembro (não devia ser nada de bom, pois também havia significados negativos), mas nunca esqueci o significado que atribuímos ao simpático número. Nós, jovens sonhadoras, românticas, procurávamos esse simpático número em cada automóvel que passasse por nós. Ficávamos felizes, pois era o melhor de todos e que enchia o nosso coração de expectativa... "Alguém te ama!" Não nos interessava saber quem. Ele, o príncipe desejado, acabaria por chegar e por nos fazer muito felizes.
Hoje continuo a dar-lhe imaginariamente esse significado quando o vejo na matrícula de um automóvel. É um número simpático. Hoje é um número FELIZ!

