quarta-feira, 10 de novembro de 2010

PARIS JE T' AIME

Photo de Carlos AUGUSTO

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Après le retour à Lisbonne
je t' ai demmander
Te sens-tu réalisér avec ton oeuvre?

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Tu n'as pas répondu
Tu ne m' a pas regarder en regardant toujours la "Mer de Paille"
mais sans le voir
sans essayér le reconnaitre

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Tout étais toujours et encore à Paris

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La ville était en toi
elle était toutes les lumières
qui te fesait rêver e fuir
de la réalité prévisible d' un présent obtus

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Tu continuais à te ballader
à parcourir les boulevards
d' òu tu admirais les bateaux mouches
qui croisaient la Seine

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Tu buvais tranquilement des kir au champanhe
au térrasses des Champs Elysées
à la fin du jour
revisans calmément tes papiers
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Certain jours tu allais chez Fnac

et tu te promenais aussi sous la Grande Arche de la Défense
òu tu te laissais aller pendant des heures infinies
entre romans, piéces de théatre, poésie
que tu lisais sur un banc òu que tu achetais

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Pendant ta présence à Paris

T'a commencer a écrire aussi un roman

Tu l'a même fini

mais maintenant il est d´un silence triste et perdu

et sans édition prévu.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Novo Encontro de Bloguistas


Sintra é uma vila linda: as suas ruelas, monumentos, florestas, histórias... as suas feiras e torneios medievais, a sua gastronomia. É pura magia. Um mundo assombroso e fantástico, digno da sua história, dos seus encantos e dos seus mitos.
Este foi o local escolhido para o Encontro de Natal de Bloguistas, que o Gonçalo, autor do blogue O Sabor Da Palavra, organiza com o contributo de outros bloguista de outros blogues.


O local foi muito bem escolhido e a data também. O encontro realizar-se-á no dia 11 de dezembro, sábado. Fim de semana, portanto.
Para além da troca de prendas entre os participantes, o Gonçalo pede outras sugestões e acções de solidariedade, porque o Natal não é só receber, é sobretudo dar e provocar muitos sorrisos.
Vamos pensar nisso? Quantas mais sugestões melhor, para que o leque de escolha seja o mais variado possível.
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1) Imagem retirada do blogue do Gonçalo
2) Digitalização de um postal de uma esposição de cerâmica contempoânea

domingo, 7 de novembro de 2010

TRANSPARÊNCIA

Os tempos eram difíceis. Muito. Adão de 35 anos e Eva de 28 eram um casal feliz e não tinham filhos. Eram um casal moderno e bem sucedido profissionalmente. Adão era piloto numa grande e reconhecida companhia aérea. Eva trabalhava num escritório de advogados e era considerada uma fera, pois não perdia uma causa.

Porém um dia, sem aviso e inesperadamente, o avião onde seguia Adão despenhou-se no oceano atlântico. Nas notícias disseram que não havia sobreviventes. Eva ficou dilacerada com a dor. Sofreu sentidamente o desaparecimento do homem que tanto amava. Porquê? Não havia resposta... nem corpo para ser velado. Dor imensa que nunca viria a desvanecer-se.

Deixou de aceitar tantos casos no escritório de advogados. Perdeu muitos. Chorou no tribunal perante todos. No escritório, aconselharam-na a tirar umas férias para descansar. Estava com um esgotamento...
Antes da morte de Adão tudo parecia tão certo, tão completo, tão tudo. Agora restava-lhe o vazio liso e transparente. A ausência física do homem original provocava-lhe tremores ou febres flébeis de morte. Até que um dia, depois de uma noite a beber sozinha o fel da sua amargura,se zangou consigo mesma por estar naquele estado tão deplorável. Bebeu até cair para o lado. Bebeu para voltar a estar sóbria e renascer de novo para a vida e, quem sabe, um dia, para a transparência do amor.





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Esta é a minha participação de Novembro para a Fábrica das Letras.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

DESOLAÇÃO

Foto de F Nando


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Será assim que o planeta azul ficará depois da passagem humana pelos seus domínios? Ficará neste estado de devastação? Tudo ficará árido, deserto, morto, sem rasto, totalmente destruído?
Dias e dias de negociações entre os países mais ricos para diminuir a emissão de monóxido de carbono, encontros para sensilizar os homens para não destruírem e mais belo pulmão do mundo, a Amazónia. Quantos interesses políticos e económicos! É a globalização, são os mercados, são as pressões para ter energia...
Não obstante estes interesses e as desculpas de que é para que todos tenham uma vida de qualidade, há milhões de mulheres, crianças e homens que nada têm de seu, que morrem à fome, que morrem de sida, cólera, malária. Não devíamos preocupar-nos em minimizar o seu sofrimento e ajudá-los? Os homens comuns fazem o que podem e os homens que estão à frente do governo das nações? Limitam-se a debitar belos discursos nos diferentes encontros entre países, cheios de promessas megalómanas que não poderão nunca cumprir, dado que nem as mais simples cumprem.
É uma vergonha! A maior das vergonhas, porque não se pensa nunca no bem colectivo, no futuro das próximas gerações que vão herdar o ônus de todos estes actos. Por muito que a tecnologia evolua, não me parece que os problemas se resolvam por si só se não forem tomadas medidas atempadamente.
Seria uma pena condená-las a um mar de desolação por tanta fraqueza perpretada ao longo dos séculos. Não é de todo justo! Mas quem disse que o ser humano é justo?

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Composição literário-estética

Foto de F Nando
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Esta composição que apelido de literário-estética, e que a máquina fográfica do artista captou, foi espontâneamente conjugada. Importavam os elementos e como eles interagiam uns com os outros sendo tão distintos.
Eu conto-vos. Há uma história que os une: o amor à literatura, à arte em geral, à paixão pela essência do ser.
Não sei ao certo se Fernando Pessoa gostaria de anjos ou se acreditaria nesses mensageiros invisíveis e amáveis. Creio que iria gostar deste, já que tem no colo um livro aberto que pode bem ser a compilação deste autor maníaco-obsessivo e, talvez por isso, genial.
Sim, onde quer que estejam terão conversas literárias e filosóficas sobre a fragmentação do eu. Talvez todos se encontrem a dialogar em torno de um cálice de um excelente e centenário Vinho do Porto (embora Pessoa preferisse outras bebidas mais fortes e que lhe provocassem sensações fortes.
Todos! Quem? Fernando Pessoa ele próprio; o seu primeiro pseudo-amigo Alexander Search; Bernardo Soares o seu alter-ego; o mestre dos heterónimos, Alberto Caeiro; o clássico Ricardo Reis, o futurista até à vertigem ou o melancólico Álvaro de Campos que não passava sem o seu ópio. Que "drama em forma de gente"! Mas quem mais foi tão múltiplo, tão fragmentado e genial?
Talvez ninguém. Talvez os autores dos livros de encadernação gasta pelo tempo de que, com certeza, Fernando Pessoa gostaria e guardaria no seu baú de memórias, baú da "criança que foi" feliz na casa onde nasceu, ali bem perto do Teatro São Carlos, não é mais.
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A Criança que fui chora na estrada

A criança que fui chora na estrada.
Deixei-a ali quando vim ser quem sou;
Mas hoje, vendo que o que sou é nada,
Quero ir buscar quem fui onde ficou.

Ah, como hei-de encontrá-lo? Quem errou
A vinda tem a regressão errada.
Já não sei de onde vim nem onde estou.
De o não saber, minha alma está parada.

Se ao menos atingir neste lugar
Um alto monte, de onde possa enfim
O que esqueci, olhando-o, relembrar,

Na ausência, ao menos, saberei de mim,
E, ao ver-me tal qual fui ao longe, achar
Em mim um pouco de quando era assim.

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E as velas, perguntarão? Pessoa acendia-as nas longas noites de insónia quando escrevia num jacto vários poemas que guardava, por vezes, no baú.

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Ler mais: http://www.luso-poemas.net

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Amanhã

Foto de F Nando
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Amanhã será outro amanhã, um novo dia para mim, que aguarda que algo de novo surja e que sabe, de antemão, que algo súbito vai aparecer. Essa nova aparição trar-me-á conforto e tranquilidade. Mudarei com ela e serei ainda mais eu: mais sonhadora, mais cativa das palavras que escrevi e de muitas outras que vou escrever. Vou ter Cronos do meu lado e vozes interiores, fantásticas para não deixarem que o mais belo e sincero de mim se torne moribundo.
Já vejo as páginas impressas a passarem sob os meus dedos. Cheiro-as, sinto a história, sei que as personagens pulam dentro delas desejosas de conhecerem o meu mundo. O mundo onde elas nasceram. O meu eu onde elas frutificaram como frutos maduros e odoríferos e que um jovem de rasgados e grandes olhos verdes converteu em ilustrações.
Estou em estado de embriaguez criativa, como se estivesse prenhe de novo de ideias lavadas pelo luar. Porque é à noite que tudo me aparece, algum tempo depois de ter bebido os gestos, as vozes, os encontros que acontecem durante o dia.
Renasço de novo. Quantos renascimentos passaram pos mim indeléveis e outros deixando marcas profundas. Apesar de tudo e de quanto me aconteça renasço. Posso sentir-me rasgada, humilhada, incompreendida, ferida, em chagas, mas renasço. E se tiver que gritar, chorar, quebrar a loiça para aliviar a dor, faço-o.
Depois vem a luz. São as palavras solares que nasceram na noite que me trazem gotas de orvalho para matar a sede, o nevoeiro para as encontrar misteriosas, as ondas do mar para molhar meus pés brancos.
Quero as palavras! Sempre. Não importa que seja para me dizerem ou para narrar as minhas histórias de encantar.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Ilustrar

A autora destas ilustrações chama-se Fernanda Azevedo. Tem já uma vasta obra e alguns prémios em ilustração. Os mais novos adoram-na e os crescidos também. Gosta verdadeiramente do que faz.
Em tempos trabalhámos juntas e chegámos a publicar um livro infanto-juvenil. Sinto saudades desse tempo. Mas tudo muda.
Os projectos desta ilustradora são outros. E quais são os meus? Manter vivo este blogue porque os outros ainda não consigo.