domingo, 21 de novembro de 2010

Amena conversa...


Que alívio!!! Conversa amena, animada, sorridente. Que bem dispostos que estão! Devem estar a fazer o balanço da Cimeira das Nações Unidas ...

sábado, 20 de novembro de 2010

Aguardo pacientemente



Fotografia de F Nando
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Fecharam-se-me as portas de um reino onde antes tinha livre acesso. Não necessitava de me identificar. Transpunha as portas livremente e tudo era simples e natural e esperado. Hoje essa entrada está-me vedada. Os dias passam, as semanas, os meses e sinto-me paralizada.
Fui expulsa de Fantasia! Bloquearam-se-me todas as minhas capacidades para entrar. Sinto-me inexoravelmente presa e perdida. Há um mundo de rochas espalhadas pela paisagem que me separa desse mundo mágico, fantástico, equilibrado, harmonioso.
Clamo para que tudo não passe de um pesadelo. E espero pacientemente por um sinal. Espero. Esperarei. Nada mais há a fazer.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Gosto...


Gosto de ruínas. Ruínas de outras civilizações muito anteriores à nossa. A paisagem fica outra. É outra. Transformam-na e reavivam outras e possíveis existências. Pensam-se histórias, pessoas, outros séculos num passado já vivido. Outras culturas.

Não gosto quando essas ruínas envergonham o presente por as terem abandonado à incúria. Perdem-se memórias. Perde-se património. Perde-se riqueza. Arruina-se a nossa História. Apresenta-se um triste postal arquitectónico ao olhar atento dos que sentem este abandono e não o aceitam.

Gosto de rochas que se erguem em direcção ao céu como um desafio, elevam-se ao infinito, deixando-se esculpir pelos elementos.
Ameaçadoras, graníticas, irregulares, ponteagudas parecem estátuas, grutas, masmorras, esconderijos. Belas ainda assim.
Não gosto de pedreiras. Não, não gosto. Nas pedreiras encontramos cadáveres de rochas. Máquinas implacáveis, homens que as manobram e as trituram. Assemelham-se a come rochas implacáveis levados pela cor do dinheiro.

Gosto do fim do dia, início da noite. Já não é dia mas ainda não é noite. Os tons do céu são mágicos, de azuis policromos, luminosos, quase em dégradé. Esses laivos de luz, suaves, a traçar a linha do horizonte separam tenuamente o mar do céu. Paisagem por demais bela, encantatória, poética, fantástica.
Singelas plantas, perto do abismo, erguem-se quase trágicas mas sem ameaças. São um apontamento nocturno magnífico.
Que bela paisagem!
Não gosto que estas paisagens, maravilhas das maravilhas naturais, não possam ser desfrutadas por todos. É bom sentir a energia do Universo. É maravilhoso sentirmos a grandeza porquanto saibamos e reconheçamos a nossa transitoriedade.
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Fotografias de F Nando

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A PALAVRA CERTA

F Nando
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A palavra certa é a que se pensa antes de ser escrita, porque o autor, na sua solidão criativa, a tem na sua mente, assim como tem as metáforas, as sinestesias, as imagens e as personagens, o tempo, a organização das sequências narrativas, a trama. Antes de iniciar a escrita de uma nova narrativa, texto dramático, poema, o escritor possui já a Palavra em potência, sedenta de aparecer na página em branco. Tanto faz se for numa página de papel, se for numa página do word, se for numa do blogue, se for num breve comentário na página do facebook.
A palavra certa para o leitor pode ser também a do autor. Umas vezes é, outras não. É-o sempre que o leitor se revê nessas ideias e nesses pensamentos e nessas palavras e no que quer ler quando pega num livro, num jornal, numa revista. Outras sente-se um estranho perante o que lê, não por ignorância, mas por falta de identificação, por despeito pelo autor e pelas suas ideias. Se o leitor sente que não há entrega, justiça, amor, honestidade no que se escreveu não há empatia com a escrita nem com quem escreve.
A procura da palavra certa não pára nunca, busca-se sempre, sabem-se, inventam-se para dizer o impossível, o infinito, o indizível, o sonho, o real.
A palavra certa é a palavra de cada um. Se me perguntassem qual é a minha palavra diria que tenho várias: liberdade, livro, sentir, sensibilidade, amar, aparecer, viajar, visão, escrever... Como alguém escreveu: «escreviver». Matar essa fome da palavra mesmo que não seja a palavra certa, porém será a minha palavra.
Qual é a vossa Palavra?

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Natal de Bloguistas

GARANTO-VOS QUE VALE A PENA IR!
É SEMPRE UMA SURPRESA COM MUITAS SURPRESAS!
11 DE DEZEMBRO NA BELA VILA DE SINTRA!!!

Silêncios de palavras

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8 de Julho de 2010

Meu Amor,

Não estamos longe um do outro… nem podemos, pois une-nos um sentir comum que transforma as horas conjuntas em momentos de realidade solar.
Não estamos longe um do outro… Há meramente ausências curtas que são suportáveis. Bem, às vezes é difícil. Invento então um estar diferente. Penso em ti. Releio as mensagens que me envias.
Não estamos longe um do outro… não nos é possível estar. Somos tão Um não obstante sermos dois seres. Somos tão um do outro e com o outro.
Não estamos longe um do outro… Mas, por vezes, a saudade vem de mansinho e instala-se por horas e horas no mais fundo de mim. Há uma dor que tento iludir revendo as nossas fotografias.
Não estamos longe um do outro… nem nunca te senti longe de mim. Não há dúvidas acerca desta minha entrega. Quero-te tanto!
Sonhamos os nossos sonhos juntos… É por todo este Amor que damos as mãos… para passear os nossos sonhos.

Amo-te.

A tua Nathalie

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

PARIS JE T' AIME

Photo de Carlos AUGUSTO

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Après le retour à Lisbonne
je t' ai demmander
Te sens-tu réalisér avec ton oeuvre?

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Tu n'as pas répondu
Tu ne m' a pas regarder en regardant toujours la "Mer de Paille"
mais sans le voir
sans essayér le reconnaitre

***
Tout étais toujours et encore à Paris

***
La ville était en toi
elle était toutes les lumières
qui te fesait rêver e fuir
de la réalité prévisible d' un présent obtus

***
Tu continuais à te ballader
à parcourir les boulevards
d' òu tu admirais les bateaux mouches
qui croisaient la Seine

***
Tu buvais tranquilement des kir au champanhe
au térrasses des Champs Elysées
à la fin du jour
revisans calmément tes papiers
***
Certain jours tu allais chez Fnac

et tu te promenais aussi sous la Grande Arche de la Défense
òu tu te laissais aller pendant des heures infinies
entre romans, piéces de théatre, poésie
que tu lisais sur un banc òu que tu achetais

***
Pendant ta présence à Paris

T'a commencer a écrire aussi un roman

Tu l'a même fini

mais maintenant il est d´un silence triste et perdu

et sans édition prévu.