segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

CREPÚSCULOS

Há MOMENTOS do dia de que gosto. O CREPÚSCULO: a tran sição do dia para a noite com os seus diversos tons de pintura natural... É um gosto que cultivei na adolescência, altura em que me refugiava numa antiga eira, na aldeia materna. Sentava-me numa fraga a olhar o horizonte até o sol se pôr. Sentia-me pacificada, inspirada e grande porque o sonho não me abandonava nunca. Um dia viajaria e veria outros crepúsculos.
Estes são alguns dos CREPÚSCULOS que quero partilhar convosco. Espero que gostem.


Cabo Espichel

Meco

Ponte Vasco da Gama

Marvão

Lisboa

Lisboa


Marvão
F Nando, do blogue Sebenta do Nando) é o autor destas belíssimas fotografias, que amavelmente me permitiu usá-las neste e noutros posts.
Esta é a minha participação para a Fábrica das Letras de Dezembro.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Il neige


Oui, il neige à Paris! Et comme il neige!!! Un noel blanc s' approche. Ces noels me manquent terriblement, même s' il fait très frois capable de tout glacer.
Je pars en rêve visiter le noel à Paris.
À Bientôt

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

I am the escaped one


Foto de F Nando
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I am the escaped one,
After I was born
They locked me up inside me
But I left.
My soul seeks me,
Through hills and valley,
I hope my soul
Never finds me.


Fernando Pessoa

(That is what I wish too. In so different times I feel the same, though I cannot compare to you 'cause you were a genious and I... I am a wanderer with no hope, no home, no greatness, always looking for the impossible... my true me and hoping not to find it...)


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Regresso à adolescência



Jovem adolescente seguia atentamente a carreira de vários cantores pop. Todavia a minha cantora preferida era, sem dúvida, Madonna. Gostava dos vídeo clips que passavam no Europe Countdown, das roupas que ela vestia , dos lugares onde filmava, das capas dos discos de vinil, dos posters que colecionava. Às vezes cheguei mesmo a imitar-lhe o estilo (risos).

Veneza! Sempre que via este vídeo sonhava com Veneza. Como eu amava ir a Veneza um dia e andar de Gòndola, Nunca pensei que esse sonho se realizasse, mas realizou-se e senti-me muito feliz. Muito.

Continuo a seguir a carreira de Madonna. Os amigos oferecem-me os CD's, que o vinil já era, outros compro-os eu. Já fui também a um concerto ao vivo no Pavilhão Atlântico e confesso que me diverti imenso. Dancei, cantei, pulei e... fiquei rouca.

domingo, 21 de novembro de 2010

Amena conversa...


Que alívio!!! Conversa amena, animada, sorridente. Que bem dispostos que estão! Devem estar a fazer o balanço da Cimeira das Nações Unidas ...

sábado, 20 de novembro de 2010

Aguardo pacientemente



Fotografia de F Nando
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Fecharam-se-me as portas de um reino onde antes tinha livre acesso. Não necessitava de me identificar. Transpunha as portas livremente e tudo era simples e natural e esperado. Hoje essa entrada está-me vedada. Os dias passam, as semanas, os meses e sinto-me paralizada.
Fui expulsa de Fantasia! Bloquearam-se-me todas as minhas capacidades para entrar. Sinto-me inexoravelmente presa e perdida. Há um mundo de rochas espalhadas pela paisagem que me separa desse mundo mágico, fantástico, equilibrado, harmonioso.
Clamo para que tudo não passe de um pesadelo. E espero pacientemente por um sinal. Espero. Esperarei. Nada mais há a fazer.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Gosto...


Gosto de ruínas. Ruínas de outras civilizações muito anteriores à nossa. A paisagem fica outra. É outra. Transformam-na e reavivam outras e possíveis existências. Pensam-se histórias, pessoas, outros séculos num passado já vivido. Outras culturas.

Não gosto quando essas ruínas envergonham o presente por as terem abandonado à incúria. Perdem-se memórias. Perde-se património. Perde-se riqueza. Arruina-se a nossa História. Apresenta-se um triste postal arquitectónico ao olhar atento dos que sentem este abandono e não o aceitam.

Gosto de rochas que se erguem em direcção ao céu como um desafio, elevam-se ao infinito, deixando-se esculpir pelos elementos.
Ameaçadoras, graníticas, irregulares, ponteagudas parecem estátuas, grutas, masmorras, esconderijos. Belas ainda assim.
Não gosto de pedreiras. Não, não gosto. Nas pedreiras encontramos cadáveres de rochas. Máquinas implacáveis, homens que as manobram e as trituram. Assemelham-se a come rochas implacáveis levados pela cor do dinheiro.

Gosto do fim do dia, início da noite. Já não é dia mas ainda não é noite. Os tons do céu são mágicos, de azuis policromos, luminosos, quase em dégradé. Esses laivos de luz, suaves, a traçar a linha do horizonte separam tenuamente o mar do céu. Paisagem por demais bela, encantatória, poética, fantástica.
Singelas plantas, perto do abismo, erguem-se quase trágicas mas sem ameaças. São um apontamento nocturno magnífico.
Que bela paisagem!
Não gosto que estas paisagens, maravilhas das maravilhas naturais, não possam ser desfrutadas por todos. É bom sentir a energia do Universo. É maravilhoso sentirmos a grandeza porquanto saibamos e reconheçamos a nossa transitoriedade.
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Fotografias de F Nando