segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Cosmopolitismo










No post anterior, apresentei fotos de alguns veículos que observei nos meus passeios por Paris e que muito me agradaram pela sua diversidade e beleza. Desta vez partilho o que há de comum entre as pessoas e as cidades ditas cosmopolitas. Vi militares armados nos locais turísticos, nas estações de metro e comboio; vi pessoas de origens e etnias diferentes; observei um casal recém-casado a tirar fotos à beira da Sena; talvez tenha visto uma possível modelo de tão alto que a jovem era. Cruzei-me com muçulmanas que continuam a usar o seu traje tradicional, apesar de o véu ter sido proibido por lei por Sarkozy. Outras que pediam nos locais mais movimentados. E outras pessoas sentadas nas escadas do rio Sena olhando-o pensativamente.
Creio que agimos todos da mesma forma: admiramo-nos com as milícias fortemente armadas; achamos estranho os trajes de muçulmanos num país onde foram proibidos; invejamos a elegância e altura de uma mulher exuberante; sentimos ternura por um casalinho a tirar fotos; rimo-nos com as diferentes cores e dos cortes de cabelo.
As fotos do Nando são uma pequena amostra das pessoas que residem, visitam, passeiam, vigiam a bela cidade das Luzes: Paris.

sábado, 20 de agosto de 2011

Souvenirs












































































































































*******



Entre o moderno e o clássico - estes
instantâneos belíssimos foram captados em Paris, na semana passada, e foram-me amavelmente cedidos pelo fotógrafo do blogue
Sebenta do Nando (http://sebentadonando.blogspot.com)


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Je t' aime à la folie

Paris
Foto de Pedro Reis Miguel

***
Há palavras, expressões, poemas, parte de textos dos quais nos apropriamos, embora saibamos que não são da nossa autoria. Aprendêmo-los, repetimo-los, recuperamo-los nas situações mais inesperadas.
Aconteceu-me. Sim, aconteceu-me recuperar uma expressão que, durante largos meses, não sabia de onde vinha. Todavia tinha todo o sentido para mim dizê-la repetidamente, porque era isso que queria dizer e sentia, e digo e sinto: «Je t' aime à la folie». Nunca antes me ocorrera dizê-la, porém "O coração tem razões que a razão desconhece".
Hoje, por curiosidade fiz uma pesquisa na internet. Que descobri? Que se tratava do título de uma canção dos anos setenta de Serge Lama. Ora, nada em França e aí residente até aos oito anos e visitante reincidente, apesar da tenra idade, fixei a expressão. Mas uma vez adulta, esqueci o seu autor.
Será plágio dizê-la quando é o que sentimos e não encontramos outra melhor que a substitua!? É que sou uma fã incondicional da Língua e Cultura Francesas.
Faltam poucos dias para mais uma visita. Não me canso nunca!!!

*******



terça-feira, 2 de agosto de 2011

Digressão


Lyon - França

***
Último dia de Outubro de 2005


Este fim-de-semana evoquei paisagens de outrora. São paisagens de um outro tempo, de um outro lugar, muito distante deste onde me encontro. Era tudo tão mágico, tão de sonho! Tão de mais!
Foi muito simples reabilitar esse passado. Creio que foi a paisagem do filme Wicker Park que me fez ressuscitá-lo. Como sinto falta da paisagem branca, branca. Ver os flocos de neve descer do céu ininterruptamente, vê-los cair uns sobre os outros até cobrirem tudo com um manto imaculado.
Mais belo e inesquecível ainda é andar nas ruas brancas e sentir no rosto o frio cortante. Sabia tão bem fazê-lo! Mesmo quando os trilhos por onde todos passavam se transformavam numa lama aguada e acastanhada.
As roupas quentes que somos obrigados a vestir aconchegam-nos nesses passeios a pé. As luvas, os cachecóis, os gorros, os casacos compridos, as botas são de um conforto extraordinário. Tal como entrar numa chocolaterie e pedir um chocolate bem quentinho. Que aroma!
Depois retomava o passeio sozinha ou acompanhada, tanto fazia. Quando sozinha, apreciava a neve nos telhados das casas, nas copas das árvores, nas margens dos lagos. Observava as pessoas na sua rotina diária. Quando acompanhada, gostava sobretudo de respirar fundo, encher o peito de ar frio e de me ver, depois, a expirá-lo como se de vapor se tratasse.

*******



Participação do mês de Agosto para a «Fábrica das Letras»

sábado, 23 de julho de 2011

Sonhos de Criatividade aos Pedacinhos com um toque de Originalidade


Foto de F Nando

Realização. Sonhos que se concretizam. Esperança. Felicidade. Estas são as palavras, as ideias, os sentimentos que me ocorrem quando olho para esta fotografia.
Comecei a escrever as minhas primeiras quadras na primária. Foi também aí que escrevi os meus primeiros textos narrativos. No segundo e terceiro ciclos continuei a escrever. Sempre gostei das aulas de Língua Portuguesa. Apesar da minha timidez, gostava de ler os textos em voz alta. Era expressiva e a dicção perfeita. Os textos que escrevia, as chamadas composições, eram lidos por mim, a pedido dos professores, ou lidos por eles. Elogiavam a criatividade e as palavras eruditas que utilizava nos meus textos. Na verdade, sempre li muito e sonhar de mais!
No secundário, como a escrita destes textos quase não existia, escrevia para mim mesma. Escrevi poemas, cartas, descrições de espaços e de emoções. Enchi cadernos e blocos com esses textos. Facto que continuou na faculdade. Contudo, só os amigos tinham acesso a essa parte de mim.
Com o passar dos anos, já mulher, mais madura, ganhei o primeiro prémio de poesia. Depois decidi-me a participar numa coletânea de poesia (há qualquer coisa, Editorial Minerva). A apresentação do livro foi no Palácio Galveias, em Lisboa. A apresentação foi feita por Ângelo Rodrigues. Os outros autores também estavam presentes. Antes da sessão ter início, deram-me uma centena de exemplares. Senti um cocktail de emoções: ansiedade, nervosismo, felicidade, orgulho, realização.
Anos se passaram e decidi-me a editar uma aventura infanto-juvenil. A apresentação no Fórum Cultural de Alcochete não podia ter corrido melhor. Estiveram presentes amigos, familiares, colegas de trabalho. A apresentação ficou a cargo do vereador da cultura da Câmara de Alcochete, do amigo dinamarquês Niels Fisher, também discursei assim como a minha amiga e ilustradora, Fernanda Azevedo. Neste dia senti-me como uma verdadeira escritora. A falar com os convidados, a vender os livros, a dar autógrafos. Senti orgulho. Estava a realizar um sonho!
Há dois anos participei noutra coletânea. Desta vez os meus textos cruzaram o Oceano Atlântico e foram publicados no Brasil, pela Editora Novitas. Outra fase. Outros textos em prosa e poesia. Recebi os meus exemplares via Correios de Portugal.
Este mês revi o segundo volume da minha coleção infanto-juvenil. Desta vez vou ser mais insistente junto das editoras. Sei que esta aventura é mais empolgante e cheia de de mistério do que a primeira.
Os meus sonhos de criança vão-se realizando aos poucos. Ainda quero ser escritora!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Mensagem


Meus queridos Amigos

Hoje é o Dia do Amigo e não poderia deixar passar esta data sem escrever umas palavrinhas. Não sou muito de datas comemorativas, vocês sabem, porém abro aqui uma excepção para vos dizer o que sabem que sinto por todos vós.
Onde quer que estejamos, longe ou perto, sei que estamos no pensamento e na memória dos momentos partilhados, bons ou maus.
Que seria esta passagem feita de altos e baixos, momentos plenos e vazios, sem a felicidade de vos ter no meu coração? Sois seres de luz que me ajudam a encontrar o caminho. Sois anjos que me protegem sobretudo de mim mesma. Sois o meu refúgio para onde corro sempre que consigo pedir ajuda.
Os nossos caminhos cruzaram-se. Os laços entre nós fortaleceram-se. Crescemos uns com os outros em diferentes momentos da vida uns dos outros. Estamos juntos. SEMPRE!

Amo-vos de todo o coração.


terça-feira, 12 de julho de 2011

Vamos?


Vamos? - perguntei-te sorridente e com ar malicioso.
Onde? - quiseste saber.
Vamos? Vamos? Queres ir?
Onde? Se não me disseres onde vamos, não te posso responder. - disseste olhando-me fixamente com esse teu olhar maroto e traquina. - Tenho a certeza que estás a preparar uma marotice. Conheço-te bem.
Hum... Claro que não.
Sei que sim. Mas diz-me onde é que vamos? Onde queres ir?
Pergunta-me antes onde te quero levar.
Dá-me um beijo. - pediste com meiguice, acariciando-me o rosto.
Beijámo-nos várias vezes na boca e abraçámo-nos com ternura porque estávamos em pé. Como gostávamos desses mimos!
Então, já me podes dizer?
Entreguei-te um envelope bem colado que tiveste de rasgar com cuidado, para encontrares bem dobrado dois bilhetes de avião para Paris.
Disse-te que havíamos de ir um dia não disse? Parabéns Amor.
Amo-te! - disseste beijando-me e abraçando-me de novo.

*******

Nota: Foto de Natália Augusto, 2007