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Fotos a preto e branco! Fotos de fotógrafo qualificado. Fotos de fotógrafo amador. Ambos apaixonados pela arte de retratar. Procura da luz pura, que não ofusca mas que ilumina. Procura da postura correta que é corrigida com pequenas indicações ou alguns movimentos até à composição humana estar perfeita. Escolha de paisagens naturais marinhas... Encontro com a vida agitada e apressada da cidade...
O fotógrafo é o artista da imagem. A sua arte traduz a sua filosofia de vida e o seu amor pelo belo. Munido da sua máquina fotográfica, que leva sempre onde quer que vá, capta o real. Esse real que nos cerca: os nossos familiares e amigos, um evento social, uma exposição, um cenário de paz ou de guerra. E fá-lo sem receio, pois a palavra censura não faz parte do seu rolo fotográfico (quando ainda existiam...), da sua objetiva atenta e perspicaz, da sua eterna busca da autenticidade.
Onde quer que os seus passos o conduzam, não deixa nunca de se deixar seduzir pelo ser humano e os seus comportamentos, os seus artefactos... Depois de um número significativo de instantâneos tirados avidamente, sabe bem revelá-los aos seus olhos de artista. É um momento de alquimia...
Antes as fotos eram reveladas em papel fotográfico e nenhum erro podia ser corrigido. Hoje, graças às novas tecnologias, basta tirar o cartão da máquina, inseri-lo no computador e transferir as fotografias para uma nova pasta. Pode-se optar por não revelar as fotos, eliminar imediatamente aquelas de que não se gosta e gravar as melhores e até partilhá-las. É tudo tão mais simples!...
Ainda somos do tempo, como se esta expressão fosse importante neste momento e neste texto escrito nas horas nocturnas, em que temos registos pessoais, sobretudo retratos nossos e de família, a preto e branco. Sempre gostei dos álbuns de fotografia, dos albúns de família... Não pelas pessoas, porquanto não as conhecia todas, mas pelo álbum em si. As capas de veludo ou de pele trabalhada eram a primeira porta para uma viagem ao passado, por vezes, distante. Eram uma porta mágica que, uma vez aberta, me conduzia a um verdadeiro tesouro de poses estudadas, sorrisos discretos nas senhoras, extremamente solares nas crianças. Cada fotografia contava uma história ou histórias. Quase sempre a preto e branco.
Gostava sobretudo de voltar as páginas porque entre elas havia uma folha fina a separá-las e nelas podia sentir o perfume dos lilases e das violetas que se encontravam em pequenos saquinhos, nas gavetas dos armários e cómodas. Era todo um mundo de rostos e histórias...
PS: A foto de elétrico é da autoria de F Nando
O fotógrafo é o artista da imagem. A sua arte traduz a sua filosofia de vida e o seu amor pelo belo. Munido da sua máquina fotográfica, que leva sempre onde quer que vá, capta o real. Esse real que nos cerca: os nossos familiares e amigos, um evento social, uma exposição, um cenário de paz ou de guerra. E fá-lo sem receio, pois a palavra censura não faz parte do seu rolo fotográfico (quando ainda existiam...), da sua objetiva atenta e perspicaz, da sua eterna busca da autenticidade.
Onde quer que os seus passos o conduzam, não deixa nunca de se deixar seduzir pelo ser humano e os seus comportamentos, os seus artefactos... Depois de um número significativo de instantâneos tirados avidamente, sabe bem revelá-los aos seus olhos de artista. É um momento de alquimia...
Antes as fotos eram reveladas em papel fotográfico e nenhum erro podia ser corrigido. Hoje, graças às novas tecnologias, basta tirar o cartão da máquina, inseri-lo no computador e transferir as fotografias para uma nova pasta. Pode-se optar por não revelar as fotos, eliminar imediatamente aquelas de que não se gosta e gravar as melhores e até partilhá-las. É tudo tão mais simples!...
Ainda somos do tempo, como se esta expressão fosse importante neste momento e neste texto escrito nas horas nocturnas, em que temos registos pessoais, sobretudo retratos nossos e de família, a preto e branco. Sempre gostei dos álbuns de fotografia, dos albúns de família... Não pelas pessoas, porquanto não as conhecia todas, mas pelo álbum em si. As capas de veludo ou de pele trabalhada eram a primeira porta para uma viagem ao passado, por vezes, distante. Eram uma porta mágica que, uma vez aberta, me conduzia a um verdadeiro tesouro de poses estudadas, sorrisos discretos nas senhoras, extremamente solares nas crianças. Cada fotografia contava uma história ou histórias. Quase sempre a preto e branco.
Gostava sobretudo de voltar as páginas porque entre elas havia uma folha fina a separá-las e nelas podia sentir o perfume dos lilases e das violetas que se encontravam em pequenos saquinhos, nas gavetas dos armários e cómodas. Era todo um mundo de rostos e histórias...
PS: A foto de elétrico é da autoria de F Nando
