Emilie e Faby gostavam de viajar e já tinham feito outras viagens juntas. Ambas gostavam mais ou menos das mesmas coisas. O mesmo gosto pela arte, pela leitura, pela profissão, pelas viagens. Eram as duas lindas e solteiras e iriam desfrutar da "bella italia".
sexta-feira, 18 de maio de 2012
quarta-feira, 16 de maio de 2012
XIV - Naquele dia...
http://www.voyagesphotosmanu.com/mapa_da_italia.html
Naquela último dia de junho, Emilie já tinha as malas prontas. Supunha que Faby também, pois iam encontrar-se dali a pouco no aeroporto. Continuava super entusiasmada com a viagem, apesar de já ter ido a Itália. Havia tanto para ver, amar e degustar!
Visitariam Roma: levaria Faby a conhecer o Coliseu, as Catacumbas, a praça de São Marcos, a Fonte di Trevi e sairiam à noite. Comeriam um bom risoto e pasta e saladas dos anjos. Ao contrário do que se pensava, os italianos não comiam muitas pizzas, porém faziam-nas para os turistas e eram deliciosas.
Depois seguiriam para Siena. O que mais gostava nesta cidade era a arte que estava como que ao alcance da mão. Era uma cidade muito rica a nível cultural. Havia numerosas estátuas e obras de arte mostrando, tal como em Roma, os irmãos amamentados pela loba. Levaria Faby à praça principal, em forma de meia-lua, chamada Piazza del Campo, onde se encontrava a Câmara Municipal, um belo monumento do séc. XVI, com o famoso Campanile (campanário). Nesta praça também veriam a alta Torre del Mangia.
O que Emilie mais gostava de ver era a corrida de cavalos. O Palio decorria duas vezes por ano, a 2 de Julho e 16 de Agosto. Nesta corrida participavam dez cavalos e cavaleiros, e cada par representava um dos dezassete bairros da cidade.
Seguia-se Florença. Ah Florença! Como fora feliz ali com o seu ex-marido. Para que vinha ele visitar o seu pensamento? Não havia qualquer razão. Nenhuma. A cidade de Florença era mágica.A cidade da arte e do futebol. Além disso, era a cidade natal de Dante Alighieri, autor da Divina Comédia. E os museus! Só arte e história e arquitetura.
Seguir-se-ia a visita e estadia na mais bela lagoa do Adriático, a lagoa de Veneza. Como Faby iria adorar andar de gôndola nos canais de Veneza, andar a pé pelas ruas estreitas e atravessar as inúmeras pontes, cada uma mais bela do que a outra. Teria muito que lhe mostrar: palácios, museus, praças e igrejas.
A última cidade seria Milão onde também apanhariam o avião de regresso. Tinham um bom plano de viagem, parecia-lhe; e que seria sempre discutido com a sua amiga de infância.
Chamou um táxi e foi para o aeroporto onde Faby já a aguardava.
terça-feira, 15 de maio de 2012
XIII - Naquele dia...
Jean foi ter com Emilie ao escritório depois da reunião com as equipas de criativos. Reviram algumas das propostas de publicidade e marketing. Estava tudo correto. Agora era só deixar que o trabalho fosse desenvolvido antes do prazo final para nova revisão.
Emilie não encontrou nada de estranho em Jean. Não tinha por que desconfiar dele. Era seu chefe e também seu amigo há alguns anos.
E os dias passaram; e as semanas passaram; e os meses passaram. E o dia de aniversário de Emilie chegou. Convidou o diretor do seu escritório, os seus colegas, os seus amigos e alguns familiares. Fez reservas num dos melhores restaurantes da cidade.
Na manhã do dia do seu aniversário, foi recebida com uma festa surpresa. Estava feliz. Muito feliz. Em breve iria de férias com Faby. Já faltava pouco. Nada a perturbaria. Quando saiu, ainda foi passear.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
XII - Naquele dia...
Faby deixou-se facilmente convencer pela amiga. Claro que iria com ela. Todavia não poderia ser nas datas que Emilie queria, por causa do seu trabalho. Só poderiam ir na segunda quinzena de Julho. Emilie ficou um pouco triste por não poder festejar o seu aniversário na Itália.
-- Fazemos a festa cá com os nossos amigos. Depois vamos viajar e aproveitar ao máximo.
Emilie concordou porque não havia outra solução. Estava ansiosa que o tempo passasse. Gostava imenso de viajar e já tinha visitado vários países, quer a trabalho, quer de férias.
Um dia depois, soube pelo diretor geral da empresa que tinha sido ele a enviar-lhe a passagem como prémio de bom desempenho. Ela agradeceu e agora,sem saber bem porquê, começou a desconfiar dele.
Podia ter posto as rosas na sua bicicleta; podia ter acesso fácil no escritório à sua chave de casa; sabia o percurso que ela fazia quando caminhava ou corria e assim ter escrito a inicial do seu nome num cadeado. Além disso, tinham ficado muito próximos numa altura em que faziam viagem de negócios juntos. Depois tinham-se afastado.
Por agora, ia ficar atenta ao que o Jean fazia, isto é, como se comportava com ela. Era só estar atenta e juntar as peças do puzzle.
Um dia depois, soube pelo diretor geral da empresa que tinha sido ele a enviar-lhe a passagem como prémio de bom desempenho. Ela agradeceu e agora,sem saber bem porquê, começou a desconfiar dele.
Podia ter posto as rosas na sua bicicleta; podia ter acesso fácil no escritório à sua chave de casa; sabia o percurso que ela fazia quando caminhava ou corria e assim ter escrito a inicial do seu nome num cadeado. Além disso, tinham ficado muito próximos numa altura em que faziam viagem de negócios juntos. Depois tinham-se afastado.
Por agora, ia ficar atenta ao que o Jean fazia, isto é, como se comportava com ela. Era só estar atenta e juntar as peças do puzzle.
terça-feira, 8 de maio de 2012
XI - Naquele dia...
Os negócios iam bem na empresa. Aliás muito bem. Tinha cada vez mais parceiros de negócios e diferentes oportunidades com outros continentes desde que iniciara a parceria com o ex-marido.
Emilie vivia cada vez mais num corrupio em reuniões e mais reuniões. Todos na empresa davam o seu melhor por estarem motivados.
Durante algum tempo, não houve mistérios e, por isso, Emilie esqueceu-se por completo desses episódios desagradáveis. Agora, vivia em paz e feliz. Mas, certo dia, encontrou na sua caixa do correio uma carta diferente. Quando a abriu, já em casa, viu que se tratava de uma passagem de avião em seu nome. Ficou estupefacta. Mais uma vez não havia remetente. Mais uma loucura...
E se aproveitasse? Não podia. Não podia ausentar-se de maneira nenhuma. Como assim, não podia? Claro que podia! Fosse lá quem fosse que a queria mandar para várias cidades de Itália, ela iria. Só não iria sozinha. Iria com Faby. Se ela não pudesse pagar a passagem, ela oferecê-la-ia à amiga. Quando iriam? Nada melhor do que por altura do seu aniversário. Que prenda fabulosa! Ela adorava viajar! Além disso, Veneza esperava-as. Dali a mais ou menos dois meses.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
X - Naquele dia...
Emilie nem queria acreditar no que via no seu escritório: o seu ex-marido, que depois do divórcio nunca mais ali tinha ido. Continuava atlético, elegante e muito bem vestido. Ainda assim, ele não a abalaria, nem entraria em discussões. Não havia filhos deste casamento. Emilie bem que o tentara convencê-lo do contrário, porém não conseguira.
-- Bom dia, Emilie. -- disse Eduardo.
-- O que fazes aqui? Não tens nada de vir aqui.
-- Não sejas assim. Se aqui vim era porque precisava de te falar com urgência.
-- Já falamos quando devíamos, Eduardo.
-- Trago-te uma proposta irrecusável.É uma proposta de negócios. A tua empresa vai faturar muito.
-- Imagino... -- respondeu Emilie com desdém.
-- Como és a diretora chefe tenho mesmo de falar contigo. Esqueçamos o rancor por uns instantes. Em nome deste negócio. Em nome da tua empresa onde gostas tanto de trabalhar.
Emilie calou-se por breves instantes. De seguida, pegou no telefone chamou a secretária, que vinha munida de um "lap-top".
Quando o ligou, surgiram no ecrã duas palavras garrafais: AMO-TE ÉMILIE. Perante a estupefação de Louise, Émilie pegou no "lap-top" e leu. E virou-se para Eduardo mostrando-lho:
-- Foi isto que vieste cá fazer? Para fazer troça de mim e dos sentimentos que senti por ti? És anedótico.
Eduardo só conseguiu rir. Não ria de Emilie, mas do inusitado da situação.
-- Isso ri-te. Ri-te muito e engasga-te com o teu riso!
-- Émilie -- começou Eduardo -- não fui eu. Não fui. Acredita. Vim aqui a trabalho. Eu repito para ouvires bem: VIM A TRABALHO. A tua empresa é das melhores no âmbito da publicidade e a minha empresa precisa de uma equipa de design e marketing para fazermos o lançamento do novo automóvel Roland Garros, da Citroen. O nosso amor já morreu há muito. Deixa-te de egocentrismos.
-- Tens graça, olha que tens. Toma -- disse passando-lhe o "lap-top" -- apaga isso, por favor.
Eduardo apagou as duas palavras e o ecrã voltou ao normal.
A partir dali a reunião correu bem. Eduardo obteve o que queria. Émilie ganhou, sem esforço, um novo negócio.
Chegou ao fim do dia cansada e feliz. Até se esqueceu dos momentos desagradáveis. Tinha-se exaltado com Eduardo, mas depois soubera recuar e aceitar que ele tinha razão.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
ViNtE aNoS
Tinha uns olhos singulares: azuis mar céu sonho. Tinha uma boca com lábios finos: rosados e de sorriso fácil e carinhoso. Tinha umas mãos másculas: fortes como a terra, generosas e tantas vezes meigas. Tinha uma tez clara: ebúrnea e imaculada.
Emigrou. Lograda a primeira tentativa, tentou novamente vencer os Pirinéus e conseguiu. Iniciou nova vida fora da pátria. Antes da segunda tentativa casou. Aí nasceram os filhos: amava-os de paixão.
Gostava de jardins: gostava de flores: amava as rosas. Gostava de estar perto de amigos e familiares: nos piqueniques, nas festas de aniversário, nos jantares.
Em vinte anos nada foi esquecido. Nada. Dia dois de maio é o mês do meu pai. O dia em que a polícia descobriu o corpo amarrado numa raiz de árvore, dentro da água de um rio. Nunca mais fui/fomos os mesmos.
Je t' aime pápá. Toujours!
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