Samsung
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Todos sabem que os portugueses gostam de telemóveis. De mais até! Aliás, muitos deles têm mais do que um. Os pais, consciente ou inconscientemente, põem um telemóvel nas mãos dos filhos cada vez mais cedo. Os infantes nem precisam de pedir muito. O preço também não interessa. O importante é que os "piquenos" estejam contactáveis independentemente da hora e do lugar. Por mais que se criem regras de utilização nos diferentes espaços públicos e/ou instituições, os utilizadores estão-se nas tintas para elas! Nem os avisos orais antes dos espectáculos adiantam.
Uma ocasião, já lá vão alguns anos, fui ao cinema com uma amiga. Sensivelmente a meio do filme, um senhor, sim um senhor bem vestido, atende à-vontade, levanta-se, sai do cinema, regressando dali a pouco. Senti-me indignada, pois era a primeira vez que presenciava tal coisa. Hoje já acontece menos, mas ainda há um ou outro telemóvel que toca no cinema, no teatro, num bailado que o utilizador silencia logo. Fica mesmo encavacado(a) e desliga-o logo.
Voltando aos papás que querem, a todo o custo, controlar cada movimento dos filhos nas horas mais impróprias. Apesar dos professores exigirem que os alunos desliguem os telemóveis, estes colocam-nos no silêncio ou no modo vibrar. Ora, esta atitude não seria grave nem uma desautorização do professor se os papás não telefonassem nas horas em que os filhos estão na sala de aula. E não adianta argumentar! Eles e elas atendem porque é o pai e/ou a mãe. Vão à rua por breves instantes (mesmo com falta disciplinar), interromperam a aula e desconcentraram os colegas. Os papás são os piores exemplos. Será que desconhecem o horário escolar?
O telemóvel que surgiu para estabelecer a comunicação entre as pessoas, serve para muitos outros fins. Os jovens usam-nos para gravar e ouvir música da sua preferência em altos gritos. Conectam-se ao "facebook e aos jogos, à internet, trocam informações imediatamente através do "bluetooth", gravam partes da aula de certos professores que colocam no "youtube", tiram fotos que guradam ou divulgam, enviam um número infinito de "sms".
Dos telemóveis com teclados, enormes, passou-se para outra geração: a dos telemóveis "touchscreen". Há-os cada vez mais sofisticados, atractivos, com mais funções. Tudo funciona com os nossos dedos ou uma "canetinha" pequena e fininha que facilita a vida.
É um facto que tenho um telemóvel, que é um "touchscreen" porque o meu irmão e os amigos mo ofereceram pelo meu aniversário no ano passado, mas ao qual ainda não me habituei muito bem. Utilizo-o para telefonar e para enviar mensagens. Talvez partilhe convosco algumas delas convosco. Algumas delas são hilariantes! As anedotas são assim!!!