quinta-feira, 29 de julho de 2010

Passear os sonhos

Foto de F Nando
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É noite, mas está uma noite tão quieta, tão suave, tão bonita! Não queres ir passear? Leva-me a passear, papá. Vamos passear os nossos sonhos sob a lua grávida. Disseste-me que um dia destes ela seria mãe. Posso ficar com um bébé lua? Vou tratar bem dele. Respondeste que sim. Até lhe compramos juntos um bercinho, acrescentaste.
Nessa noite passeamos tantos sonhos. Atravessamos a aldeia de mãos dadas e fomos falando alto sob a luz do luar, pois não havia outra luz por ali. E estávamos em pleno século XX. Era tão bom ter-te ali, pena o mês de Agosto passar tão depressa. A mãe não sabia ou não queria sonhar. Só tu.
Imaginávamos histórias. Como esta da lua. Sempre que era lua cheia dava os seus filhotes aos meninos mais bem comportados da terra para cuidarem deles, até ao momento em que esses meninos fossem estudar para longe.
Mesmo sem telescópio, víamos as crateras da lua. Outras vezes, ela aproximava-se um pouco mais de nós e contava-nos anedotas.
Quando o calor exigia, tomávamos banho nas águas claras e tépidas do rio. Era tudo tão, mas tão simples...
Tão feliz.

terça-feira, 27 de julho de 2010

TÉNÈBRES

Photo de F Nando
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Un jour
un quelque jour
n' importe quand
nos deux sombres si proches et enrobé avec la lumière
du soleil
ne serons plus lá
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Mais tout le monde s' éloigneras de nous
de nos ténèbres et de nos cendres
de notre amour
***
Car notre absence sera si aigue
si rêvement invraisemblable
et à chaque jour moin justifié
que tout ceux qui nous ont jugé seront lá pour nous aimer

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Um Dom Rodrigo, por favor

BLOGGINCANA DE JULHO




«Por sugestão da leitora Nely:

Desta vez é uma prova de destreza vocabular e de rapidez. Você tem de encontrar três palavras em que cada uma tenha mais do que um significado. E não podem usar palavras já usadas por outros participantes. Por isso, desta vez, a rapidez exige-se. Ah, o Novo Acordo Ortográfico já vale!»





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Há homens que depois de terem passado momentos duros e difíceis na vida, conseguiram virar a página do seu livro. E nada aconteceu por acaso. Estavam no lugar certo, no momento certo e o tempo veio provar o seu talento (1).
José Carlos Malato tem o dom da comunicação e de levar a sua boa disposição a todos os que assistem aos seus programas ao vivo ou simplesmente em casa. A sua alegria efusiva é contagiante.
Já fui assistir, quando preparava os alunos para o Concurso Nacional de Leitura, ao programa no primeiro ano, e os problemas electrónicos foram mais que muitos e este senhor não perdeu a compostura. Animava e conversava com os jovens para os descontrair. Também dizia uma graçolas para o público! Perguntava de onde eram e por vezes lá soava o seu "Já fui tão feliz aí!"
Tenho de dar a mão à palmatória! (2) Se até aí gostava do José Carlos Malato enquanto apresentador, passei a admirá-lo como ser humano. Foram horas de espera, horas a filmar e a ouvir dizer "corta", horas de ver retocarem-lhe a maquilhagem, horas e horas para... se voltar uma semana depois.
Para além de ser hipocondríaco, como ele não se cansa de dizer, também deve ter o pecado da gula. Ainda há dias o ouvia dizer para um membro da assistência no seu mais recente programa «Então, trouxe-me um D. Rodrigo?»(3)
Mas não, não havia! Só muitos sorrisos e animação! E concorrentes queriam ganhar alguns euritos que a crise está nos píncaros...
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Vocabulário:
1- talento- Que inteligência e que agudeza de espírito que ele tem! Coisas à Malato é o que é.
2-palmatória - Se não respondes bem à questão levas com a palmatória! Sabes o que era? Não? Uma valente régua. Ai meu Deus. Como elas doíam!
3- Rodrigo- Rodrigo, Rodrigo, a resposta está ... certa! Muito bem! Este rapaz ainda vai ser melhor do que eu!



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Foto retirada da net

domingo, 18 de julho de 2010

London Eye

Photo by Pedro Reis Miguel

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Havaianas de férias

Desconhece-se o dia em que as Havaianas tomaram de assalto a piscina lá de casa. Na verdade, para todos os efeitos, ninguém quer verdadeiramente saber. Só elas sabem a razão de tal ousadia. Isto de tomar sol e atirar-se para a piscina sem autorização, não deixa ninguém satisfeito.
Lá porque vêm do Brasil (sim, estas são autênticas, vieram mesmo do outro lado do Atlântico) não lhes dá o direito de se apoderarem assim desta área de lazer e relaxamento. Nem sequer pediram licença!

Não fosse um olhar atento e uma lente fotográfica e não haveria provas de tal falta de bom senso.
Divertiram-se? Claro que se divertiram e não foi pouco! Mergulharam, nadaram, flutuaram. Brincaram umas com as outas independentemente das recomendações dos caninos que as observavam de longe e que se afastavam sempre que elas se atiravam de cabeça para a água azul, azul. Estava um lindo e calmo dia de Verão. Não corria nem uma brisa.

Não restavam dúvidas! As Havaianas tinham tirado férias. Faziam malabarismos e corridas entre elas. Algumas, com a pressa de mostrarem a sua destreza na arte de boiar, acacabavam por se voltarem. E assim permaneciam. Não valia a pena pedir socorro. As amigas não as ajudariam com receio de que o mesmo lhes acontecesse. Ainda assim continuavam a flutuar.
O mais engraçado foi os pares se terem desfeito dando origem a outros muito "sui generis", pois eram bem diferentes.

No fim desta festa privada das Havaianas, quase todas se dirigiram para a saída da piscina. Iam apanhar mais um banho de sol e aproveitar a ausência de quem lhes interrompesse aquele maravilhoso dia. As Havaianas rosas e douradas recusaram-se a sair, virando as costas às suas companheiras de aventura. "Não! Não! O sol ainda estava alto e queriam aproveitar mais um bocadinho!"
As amigas não as contrariaram. Deixá-las desfrutar daquele dia tão especial, pois podia não repetir-se. Como era bom ser-se livre! Como era delicioso estar de férias! Como tudo estava a ser perfeito! Que diriam os seus amigos humanos se as vissem tomar conta, sem pedir, do seus espaços? Não interessava. O mais importante era aproveitar o dia! "Carpe diem", como dizia Horatio. E foi isso que continuaram a fazer...
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Nota: Fotos de F Nando

segunda-feira, 21 de junho de 2010

sábado, 19 de junho de 2010

In Memoriam

Requiem de Mozart

Mais um simples tributo a José Saramago.

A música das esferas encontram-se, as flores desabrocham no mais inóspito dos sítios, a brisa doce e terna aparece para te saudar, as ondas do mar encrespam-se por te verem partir... Fica um vazio físico... Ficam as lágrimas...

Mas fica também o teu lado sempre visível que são as tuas palavras.