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sábado, 3 de março de 2012

Caminhada


Foto de FNando
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Era um solarengo mas frio dia de inverno. Não lhes apetecera ficar em casa, por isso decidiram dar uma caminhada pela praia. Ambos gostavam de ver o mar, de caminhar bem à beirinha, de sentir o sol no rosto, de respirar a maresia.
Sempre de mãos dadas, atravessaram o extenso areal até se aproximarem do mar. Aproximaram-se o mais que puderam como num desafio ao elemento água. Não obstante, nenhum deles se molhou. Correram ou afastaram-se rapidamente sempre que o mar parecia vir ter com eles. Não havia ali uma medida de forças. Apenas um jogo.
Caminharam pela praia ao longo do mar. Sentiam o vento brincar nos cabelos e nos cachecóis. Os aromas do mar entravam-lhes pelo nariz. Quando aspiravam fundo, maior era a quantidade de ar húmido e frio que aspiravam, todavia adoravam fazê-lo. Era bom. Fazia bem.
Ela era a primeira a deixar-se vencer... Depois de andar alguns quilómetros, as suas pernas acusavam um certo cansaço, enquanto a sua respiração se tornara mais ofegante. Ele incitava-a a continuarem. Mas ela, exausta, dizia-lhe com voz melíflua, que preferia voltar. E regressavam, refazendo o caminho que já tinham feito. Paravam para dar atenção a uma concha, a uns restos de rede, para observar uma arriba segura. E tiravam fotos.
Depois, regressavam a casa tão mais felizes!

domingo, 29 de janeiro de 2012

bAr GeLaDo

Foto de F Nando

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Onde será que esta foto foi tirada? Terá sido no Árctico? Onde? Onde? E o que será? Será mesmo um bar?
Será que tantas perguntas fazem sentido? Não, mas apeteceu-me começar assim estas divagações...
Esta foto foi tirada no território português, numa vila maravilhosa, linda, linda. Gosto das muralhas, das ruas estreitas intramuros da vila, das casas, das igrejas, da ginjinha com elas (as ginjinhas, claro!). Adoro Óbidos!
Foi na vila de Óbidos que encontrei um bar gelado, o inesperado "Bar do gelo". O seu exterior, um iglo branco que não em neve, não fazia adivinhar o que seria o seu interior. À entrada, uma mini ante-sala, encontravam-se os fatos próprios para suportar as temperaturas negativas.
A entrada nesse bar, remete-nos para um local distante no espaço. Todo ele é gelado. O balcão, as mesas, os bancos, os quadros...
O serveur jovem é de uma simpatia incrível. Responde com um sorriso a todas as questões que os clientes colocam e até tira fotos.
Não há muitas bebidas à escolha, mas as que existem vão ao encontro dos visitantes. Sumo de laranja para os que não bebem bebidas alcoólicas, vodka e ginjinha para os apreciadores de álcool. Fiquei-me por duas ginjinhas. Que deliciosas e agradavelmente frescas!!!
Mais engraçado foi voltar à temperatura ambiente no exterior. Ao sair de um local tão frio, mais parecia que se estava num dos solarengos e quentes dias de primavera. E o passeio continuou, com algumas compras naquele local encantado.