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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Aparece

FERREIRA, Vergílio. Aparição

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Preguiçosa! Quem, eu? (risos) Sim, tu!!! Os livros acumulam-se numa torre, abandonaste dois dos teus blogues e mal escreves. Dizes que secaste! E sequei! Acabaram-se-me as palavras. Vê bem o que dizes! E quando pensas retomar a escrita? (pausa) Não respondes. Pois! Não sabes, claro. Vê se voltas a aparecer! Gosto tanto de te ler!

sábado, 23 de julho de 2011

Sonhos de Criatividade aos Pedacinhos com um toque de Originalidade


Foto de F Nando

Realização. Sonhos que se concretizam. Esperança. Felicidade. Estas são as palavras, as ideias, os sentimentos que me ocorrem quando olho para esta fotografia.
Comecei a escrever as minhas primeiras quadras na primária. Foi também aí que escrevi os meus primeiros textos narrativos. No segundo e terceiro ciclos continuei a escrever. Sempre gostei das aulas de Língua Portuguesa. Apesar da minha timidez, gostava de ler os textos em voz alta. Era expressiva e a dicção perfeita. Os textos que escrevia, as chamadas composições, eram lidos por mim, a pedido dos professores, ou lidos por eles. Elogiavam a criatividade e as palavras eruditas que utilizava nos meus textos. Na verdade, sempre li muito e sonhar de mais!
No secundário, como a escrita destes textos quase não existia, escrevia para mim mesma. Escrevi poemas, cartas, descrições de espaços e de emoções. Enchi cadernos e blocos com esses textos. Facto que continuou na faculdade. Contudo, só os amigos tinham acesso a essa parte de mim.
Com o passar dos anos, já mulher, mais madura, ganhei o primeiro prémio de poesia. Depois decidi-me a participar numa coletânea de poesia (há qualquer coisa, Editorial Minerva). A apresentação do livro foi no Palácio Galveias, em Lisboa. A apresentação foi feita por Ângelo Rodrigues. Os outros autores também estavam presentes. Antes da sessão ter início, deram-me uma centena de exemplares. Senti um cocktail de emoções: ansiedade, nervosismo, felicidade, orgulho, realização.
Anos se passaram e decidi-me a editar uma aventura infanto-juvenil. A apresentação no Fórum Cultural de Alcochete não podia ter corrido melhor. Estiveram presentes amigos, familiares, colegas de trabalho. A apresentação ficou a cargo do vereador da cultura da Câmara de Alcochete, do amigo dinamarquês Niels Fisher, também discursei assim como a minha amiga e ilustradora, Fernanda Azevedo. Neste dia senti-me como uma verdadeira escritora. A falar com os convidados, a vender os livros, a dar autógrafos. Senti orgulho. Estava a realizar um sonho!
Há dois anos participei noutra coletânea. Desta vez os meus textos cruzaram o Oceano Atlântico e foram publicados no Brasil, pela Editora Novitas. Outra fase. Outros textos em prosa e poesia. Recebi os meus exemplares via Correios de Portugal.
Este mês revi o segundo volume da minha coleção infanto-juvenil. Desta vez vou ser mais insistente junto das editoras. Sei que esta aventura é mais empolgante e cheia de de mistério do que a primeira.
Os meus sonhos de criança vão-se realizando aos poucos. Ainda quero ser escritora!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Ideias caprichosas

Os dias vão-se alterando a pouco e pouco, no entanto ainda não estou satisfeita. E desde quando me sinto satisfeita? Sou a insatisfação em pessoa! Depois da concretização de um projecto, mesmo que falhe quanto às minhas expectativas, preciso logo de outro. Porém a mente é caprichosa! E eu sou tão imprevisível e inquieta.
Neste momento encontro-me numa fase em que as ideias surgem e logo se perdem porque não consigo uma articulação lógica entre elas. Por vezes degladiam-se para prevalecer umas sobre as outras. Vencem as assertivas num demorado "brainstorming". Esta é uma das fases depois de momentos de vazio total.
Depois surge a história: o tempo, o espaço, as personagens, o enredo, o narrador, o estilo de escrita. Não sei se será por esta ordem. Isso já depende de cada narrativa e de cada criativo da escrita. O início costuma-me ser fácil. Há alturas em que não consigo parar de escrever. Escrevi um livro juvenil, ainda por publicar, em pouco mais de quinze dias. A certa altura, pareceu-me que era a narrativa que tomava conta de mim e não o contrário. Quando terminei, senti-me completa e feliz.
Numa acção de formação aprendi a criar blogues. Tenho este onde vou escrevendo de tudo um pouco, deixo-me levar pelo momento em que escrevo. E tenho outro onde tento narrar uma história. Mas esse vai sendo escrito seguindo os caprichos da minha mente, por vezes, vazia. Escrevi um post na passada sexta-feira.
O blogue intitula-se http://fantasianomundodaspalavras.blogspot.com/ e espero que essa narrativa escrita ao sabor da mente se transforme numa história só, que nasceu ao longo de dias e noites com alguns interregnos mais ou menos longos.
Tenho de regressar a Fantasia. Tenho essa certeza. Essa necessidade. Só tenho de me disciplinar e escrever com regularidade.