sexta-feira, 25 de junho de 2010

Havaianas de férias

Desconhece-se o dia em que as Havaianas tomaram de assalto a piscina lá de casa. Na verdade, para todos os efeitos, ninguém quer verdadeiramente saber. Só elas sabem a razão de tal ousadia. Isto de tomar sol e atirar-se para a piscina sem autorização, não deixa ninguém satisfeito.
Lá porque vêm do Brasil (sim, estas são autênticas, vieram mesmo do outro lado do Atlântico) não lhes dá o direito de se apoderarem assim desta área de lazer e relaxamento. Nem sequer pediram licença!

Não fosse um olhar atento e uma lente fotográfica e não haveria provas de tal falta de bom senso.
Divertiram-se? Claro que se divertiram e não foi pouco! Mergulharam, nadaram, flutuaram. Brincaram umas com as outas independentemente das recomendações dos caninos que as observavam de longe e que se afastavam sempre que elas se atiravam de cabeça para a água azul, azul. Estava um lindo e calmo dia de Verão. Não corria nem uma brisa.

Não restavam dúvidas! As Havaianas tinham tirado férias. Faziam malabarismos e corridas entre elas. Algumas, com a pressa de mostrarem a sua destreza na arte de boiar, acacabavam por se voltarem. E assim permaneciam. Não valia a pena pedir socorro. As amigas não as ajudariam com receio de que o mesmo lhes acontecesse. Ainda assim continuavam a flutuar.
O mais engraçado foi os pares se terem desfeito dando origem a outros muito "sui generis", pois eram bem diferentes.

No fim desta festa privada das Havaianas, quase todas se dirigiram para a saída da piscina. Iam apanhar mais um banho de sol e aproveitar a ausência de quem lhes interrompesse aquele maravilhoso dia. As Havaianas rosas e douradas recusaram-se a sair, virando as costas às suas companheiras de aventura. "Não! Não! O sol ainda estava alto e queriam aproveitar mais um bocadinho!"
As amigas não as contrariaram. Deixá-las desfrutar daquele dia tão especial, pois podia não repetir-se. Como era bom ser-se livre! Como era delicioso estar de férias! Como tudo estava a ser perfeito! Que diriam os seus amigos humanos se as vissem tomar conta, sem pedir, do seus espaços? Não interessava. O mais importante era aproveitar o dia! "Carpe diem", como dizia Horatio. E foi isso que continuaram a fazer...
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Nota: Fotos de F Nando

segunda-feira, 21 de junho de 2010

DEPOIS DO MEU TRIBUTO A SARAMAGO, PASSEMOS À ALEGRIA

sábado, 19 de junho de 2010

In Memoriam

Requiem de Mozart

Mais um simples tributo a José Saramago.

A música das esferas encontram-se, as flores desabrocham no mais inóspito dos sítios, a brisa doce e terna aparece para te saudar, as ondas do mar encrespam-se por te verem partir... Fica um vazio físico... Ficam as lágrimas...

Mas fica também o teu lado sempre visível que são as tuas palavras.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

REQUIEM

O dia 18 de Junho de 2010 é um daqueles dias que não será esquecido. Porquê? Faleceu o nosso Nobel da Literatura: José Saramago.
Grande amante das suas obras, embora não aprecie todas, dói-me e pesa-me saber que um dos meus autores favoritos partiu. Para sempre. Quem pode aceitar o definitivo?


Como escreveu Vergílio Ferreira " A morte não pode ter razão sobre a vida". Na minha humilde opinião, a morte acaba por enaltecer e homenagear a vida de José saramago, um escritor genial, e todos os que se notabilizam pelo mundo fora.
O artista parte, a obra fica para que todos possam fruí-la.


Narrador exímio, poeta, dramaturgo, ensaísta, tudo fez este homem ilustre. E desenganem-se! Se pensam que só escreveu para o público adulto, também o fez para o público infanto-juvenil. O livro é uma doçura e a adaptação da história ao cinema como filme de animação um encanto.

José Saramago na terra hás-de continuar a ser A MAIOR FLOR DO MUNDO . No Universo A MAIS BRILHANTE DAS ESTRELAS.
Adeus José Saramago. Encontrar-nos-emos de novo em FANTASIA. Esse é agora o teu reino e o de muitos dos teus amigos.


quarta-feira, 16 de junho de 2010

Bloguistas

Dia 1
A minha participação na BlogGincana de Junho vai ser diferente das participações anteriores. Tenho muitas ideias a bailar na minha mente, porém nenhumas se dignaram ainda a ordenarem-se e a sair da competição entre elas. Peço à massa cinzenta que se organize. Não é um pedido. É uma ordem.
Já agora, peço desculpa se ferir as susceptibilidades de algum participante ou leitor acerca do que a Nathalie imagina e escreve... Ela tem destas coisas!

Dia 2

Ainda estou baralhada e muito confusa! Ainda assim estou muito satisfeita com as minhas ideias. Lá se entenderam! Até me ri quando me pus com mais uma das minhas invenções. Inspirei-me nelas, claro! Garanto-vos que foi fácil, fácil. Nunca me diverti tanto a criar um texto-poema-canção, ou o que lhe quiserem Chamar, para uma esta tarefa de Junho.

Entretanto, li e reli o texto. Trauteei-o em voz baixa que não sou nada afinada e dei por mim a pensar se estaria a fazer a coisa certa. Afinal tinha-me baseado numa música por demais conhecida! E se me acusassem de plágio? Logo eu, que sou defensora acérrima da defesa dos direitos de autor! Será que devo arriscar? Será que posso colocar este post no meu blogue?

Dia 3

Vou arriscar. A Nathalie aceita qualquer desafio, pois é uma mulher intrépida, livre e apaixonada pela vida. Já a Natália é o inverso...

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Já Sei BlogGincar

Bloguistas
Composição: Nathalie


Já sei teclar

Já sei utilizar a net

Agora só quero socializar

Já sei actualizar computador

Já sei como tudo usar

Agora só me falta blogar

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Não tenho paciência pra chats

Eu não gosto nada do Hi5

Eu sou de mim mesma

Eu sou da blogosfera

E ninguém me conhece bem

Eu sou de mim mesma

Eu sou da blogosfera

E ninguém me conhece bem

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Já sei o usar blogue

Já sei textos postar

Já nem me falta fotos clocar

Pois não sou de fingir

Mas este poema

Me faz sorrir

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Não posto comentário bobo

Eu não sou de ler um blogue qualquer

Eu sou de mim mesma

Eu sou da blogosfera

E afinal há alguém que me conhece bem

Eu sou do meu amor

Eu sou do seu e nosso mundo

E todo o mundo é nosso também

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Tô BlogGincando

Como ninguém

Tô BlogGincando

Como me foi pedido

Tô BlogGincando

Como costumo

Tô BlogGincando

E amando

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Nota 1 - Este post foi inspirado na letra do grupo TRIBALISTAS (como eu já tinha subrepticiamente anunciado ao colocar a música deles no blogue!). Espero que eles não levem a mal esta minha ousadia.

Nota 2 - Este post foi composto aos poucos por causa do trabalho, ficou pronto no dia em que José Saramago faleceu e já não tive coragem de o pôr on-line.

Nota 3- Coloco-o agora, dia de 21 de Junho de 2010, primeiro dia de Verão.

Tribalistas

Sempre gostei da música dos Tribalistas. Os poemas que cantam são encantadores, fáceis de imaginar e permitem sonhar. São alegres e de tão alegres tornam os nossos dias mais felizes.
Há muito que não os ouvia, embora tenha CD's. Ontem sentia-me nostálgica e apeteceu-me ouvi-los.

domingo, 13 de junho de 2010

Santo António de Lisboa

Alfama
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Foto de F Nando
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Santo António é o santo mais venerado na cidade de Lisboa. Hoje, dia 13 de Junho, é feriado nesta cidade. De 12 para 13 de Junho, os alfacinhas e todos os que gostam de Santo António e das marchas populares, que percorrem a Avenida da Liberdade, passam a noite acordados.
Lisboetas e visitantes assistem ao cortejo alegórico das Marchas Populares, representantes de cada bairro e de cada zona da cidade. Depois seguem para os arraiass, também nos bairros pitorescos e engalanados, onde comem sardinhas assadas na brasa, pregos ou bifanas, caldo verde, tudo bem regado com vinho tinto ou refrigerantes. O bairro de Alfama é o mais visitado. É uma sensação única!
Santo António é o santo casamenteiro, por isso a Câmara Municipal de Lisboa costuma organizar na Sé Patriacal de Lisboa, o casamento de jovens noivos de origem modesta, proporcionando-lhes um dia de sonho. São os "Noivos de Santo António" que recebem ajuda não só da Câmara Municipal de Lisboa, como também de empresas privadas e outras instituições para ajudar o casal a iniciar uma nova etapa nas suas vidas.
Santo António é vulgarmente considerado um santo casamenteiro pois, segundo a lenda, era um excelente conciliador de casais. Vá-se lá saber porquê... Mas uma lenda não passa mesmo disso, de uma lenda!!!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Para que serve um telemóvel?

Samsung
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Todos sabem que os portugueses gostam de telemóveis. De mais até! Aliás, muitos deles têm mais do que um. Os pais, consciente ou inconscientemente, põem um telemóvel nas mãos dos filhos cada vez mais cedo. Os infantes nem precisam de pedir muito. O preço também não interessa. O importante é que os "piquenos" estejam contactáveis independentemente da hora e do lugar. Por mais que se criem regras de utilização nos diferentes espaços públicos e/ou instituições, os utilizadores estão-se nas tintas para elas! Nem os avisos orais antes dos espectáculos adiantam.

Uma ocasião, já lá vão alguns anos, fui ao cinema com uma amiga. Sensivelmente a meio do filme, um senhor, sim um senhor bem vestido, atende à-vontade, levanta-se, sai do cinema, regressando dali a pouco. Senti-me indignada, pois era a primeira vez que presenciava tal coisa. Hoje já acontece menos, mas ainda há um ou outro telemóvel que toca no cinema, no teatro, num bailado que o utilizador silencia logo. Fica mesmo encavacado(a) e desliga-o logo.

Voltando aos papás que querem, a todo o custo, controlar cada movimento dos filhos nas horas mais impróprias. Apesar dos professores exigirem que os alunos desliguem os telemóveis, estes colocam-nos no silêncio ou no modo vibrar. Ora, esta atitude não seria grave nem uma desautorização do professor se os papás não telefonassem nas horas em que os filhos estão na sala de aula. E não adianta argumentar! Eles e elas atendem porque é o pai e/ou a mãe. Vão à rua por breves instantes (mesmo com falta disciplinar), interromperam a aula e desconcentraram os colegas. Os papás são os piores exemplos. Será que desconhecem o horário escolar?

O telemóvel que surgiu para estabelecer a comunicação entre as pessoas, serve para muitos outros fins. Os jovens usam-nos para gravar e ouvir música da sua preferência em altos gritos. Conectam-se ao "facebook e aos jogos, à internet, trocam informações imediatamente através do "bluetooth", gravam partes da aula de certos professores que colocam no "youtube", tiram fotos que guradam ou divulgam, enviam um número infinito de "sms".

Dos telemóveis com teclados, enormes, passou-se para outra geração: a dos telemóveis "touchscreen". Há-os cada vez mais sofisticados, atractivos, com mais funções. Tudo funciona com os nossos dedos ou uma "canetinha" pequena e fininha que facilita a vida.
É um facto que tenho um telemóvel, que é um "touchscreen" porque o meu irmão e os amigos mo ofereceram pelo meu aniversário no ano passado, mas ao qual ainda não me habituei muito bem. Utilizo-o para telefonar e para enviar mensagens. Talvez partilhe convosco algumas delas convosco. Algumas delas são hilariantes! As anedotas são assim!!!

Das palavras

Foto de F Nando
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Palavras que ainda não foram ditas

pairam no lastro da terra

cativas de mar e sol e lua

num encontro com o seu criador


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As palavras sabidas de cor

inventadamente recriadas com cheiro a maresia

e calor solar inebriante

nos dias longos de sentires violetas e claros

exalam poesia


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São palavras livres ao encontro

de uma qualquer página

talvez escurecida pelo tempo

genesíaco e de sonho ondulante


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Das palavras, dessas palavras, doutras palavras

tudo sabe e sente o poeta

apaixonada e fingidamente

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Reinventar...

Foto de F Nando
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«Haverá algo mais verdadeiro do que reinventar a realidade?»

Albert Einstein

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Estava vazio...


http//fabricadeletrasepalavras.blogspot.com/
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Aquele devia ter sido um dia especial. E parece-me que foi!



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Depois de o marido ter saído de casa para o emprego, dando um leve beijo nos lábios de Lúcia, esta saiu para a rua logo a seguir. Não iria trabalhar. Estava cansada de tomar decisões importantes numa empresa multinacional. Era uma mulher bem sucedida profissionalmente, tinha um marido que a mimava, ainda que se esquecesse de dias importantes, um moderno e grande apartamento virado para o rio.
"Não. Naquele dia não iria." dizia para si mesma, tentando convencer-se, pois era-lhe difícil faltar ao trabalho. Aliás, nunca faltara. Antes que mudasse de opinião, pegou no telemóvel e ligou para a sua secretária dando uma desculpa qualquer. Como era o seu trigésimo aniversário foi comprar prendas para si mesma. Uns vestidos e uma mala Fátima Lopes; umas calças e uma blusa António Tenente; uns sapatos e umas sandálias Fly London. Gostava de marcas. Gostava dos estilistas e das marcas portuguesas.
À hora de almoço foi almoçar à Portugália, um delicioso bife, com ovo estrelado, batatas fritas. De sobremesa comeu uma fatia de pudim de ovos. Naquele dia não havia dietas! Passeou um pouco a pé nas ruas da baixa da cidade. Depois apeteceu-lhe ir ver o mar e caminhar descalça na areia.
Como estava um maravilhoso dia de sol sem fazer muito calor, abriu a capota do automóvel para sentir a brisa do vento a acariciar os seus cabelos e para sentir logo o cheiro do mar, o que logo aconteceu pois decidiu ir pela marginal até ao Guincho. Aí estava um pouco mais de vento, mas sabia tão bem senti-lo... Caminhou na areia descalça até se aproximar do mar. Inspirou e expirou fundo várias vezes. Estirou os braços em direcção ao céu, ao sol e sentiu-se em paz, livre, feliz. Ainda mais porque não havia ali quase ninguém, só os surfistas que aproveitavam as ondas do Atlântico.
Antes de regressar a casa, ainda viu o início do pôr-do-sol. Sentia-se tão bem! Agora admirava-se como nunca roubara um dia para estar consigo e fazer o que bem lhe apetecesse.
Logo que entrou em casa sentiu algo de diferente. Ouviu alguém no duche. Não podia ser o Du, pois ele chegava sempre tarde. Também não devia ser a empregada. Foi pé ante pé até à suite. Colou-se à porta da casa de banho e pôs-se a ouvir. Depois, decidida, entrou. Era efectivamente o Du. O seu Du que a arrastou para o duche com a roupa.
Após os momentos de carinho e amor, Du ofereceu-lhe um lindo vestido preto sem costas, uma mala e sapatos, tudo Manuel Alves e José Gonçalves. E convidou-a para jantar para celebrarem o trigésimo aniversário de Lúcia. "Não. Ele não se esquecera." Desceram até à garagem, entraram no automóvel e partiram em direcção ao restaurante. Lúcia não sabia qual era, pois Du fez questão de não lhe dizer. "É surpresa meu amor".
Lúcia viu que iam para Sintra, mas nunca imaginou o que se passaria a seguir. Du conduziu até ao Palácio da Pena, correu para abrir a porta do automóvel a Lúcia e de mãos dadas dirigiram-se para o palácio. Para espanto de Lúcia este não estava fechado. Um vigilante conduziu-os até à parte de restaurante onde os aguardava aluns funcionários fardados. Sentaram-se numa mesa central e começaram por beber uma flute de champanhe. Todo o jantar pareceu um sonho a Lúcia. Daqueles que só acontecem no cinema! Mais! O restaurante estava vazio... foi só deles naquela noite tão especial!