domingo, 22 de abril de 2012

VI - Naquele dia...


Emilie pediu alguns dias ao diretor, na verdade, duas semanas para descansar. Esse fora o argumento que utilizara. Fazia-o, sim, para procurar quem a andava  a incomodar sem mais nem menos e sem lhe ter sido dada autorização. Sim, que ela, Emilie, não gostava de falsas surpresas, de perseguições inusitadas! Não era uma mulher qualquer! Era uma executiva.
As duas semanas correram velozmente. Tirando um fim de semana que foi passar ao campo, com alguns amigos, ficou na cidade. Foi aos cafés e bares onde costumava ir, às confeitarias que adorava, foi às compras, ao cinema com a maior amiga de infância, andou de bicicleta e fez as suas caminhadas. Nada aconteceu e nada descobriu. Estava frustrada!
Num dia em que resolveu ir passear, deu por si a observar um casal de noivos que tiravam fotos à beira rio. Estavam fantasticamente felizes e sorriam para a objetiva, mudando de posição a cada indicação do fotógrafo. Lembrou-se do dia em que também fizera o mesmo com o seu Paulo. Como foi um dia feliz! Como foram felizes, porém essa felicidade duraria um instante apenas! Paulo foi trabalhar para Angola  e apanhou malária. Regressou direto para o Hospital Curry Cabral e mal o viu. Sucumbiu à doença e ela afundou-se na dor. No entanto, com o passar do tempo, reergueu-se dedicando-se à profissão. E gostava do que fazia.
Regressou ao trabalho depois das infrutíferas buscas, pronta a esquecer o caso. Se algo de estranho aparecesse ou lhe enviassem não a tirariam do sério, nem se sentiria ameaçada. Em absoluto.

6 comentários:

mfc disse...

... as referências à guerra colonial!
E a história continua!

Um beijo,

Eva Gonçalves disse...

... pensava ela. Até aparecer outro envelope misterioso :) bjo

Natália Augusto disse...

Continua...mas não sei onde me vai levar.

:)

Natália Augusto disse...

Obrigada, Eva. Vou ter em atenção o seu precioso contributo!

Beijos

Daniel Cândido da Silva disse...

Amiga, ainda ha dias revi as nossas fotos de grupo de bloguistas e estamos tao diferentes. Mas diz-me Natália, que livro é esse que tens ano mao? Nao consigo ver bem.

Um beijo. grande.

Natália Augusto disse...

Olá, querido amigo. O tempo passa tão depressa, não é?
O livro que tenho na mão é um livro brasileiro em que participei com alguns textos. Foi uma coletânea. Já não tenho nenhum exemplar.

Beijinhos