quinta-feira, 7 de junho de 2012

XVIII Naquele dia ...



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Estavam sentadas na esplanada do caffè Florian  a comer gelatti quando o estranho de Florença se sentou na mesa mesmo ao lado. O garçon trouxe-lhe uma taça de vinho que ele levantou em direcção a Emilie e Faby. A primeira virou a cabeça; a segunda sorriu.
Como Faby sabia falar italiano acabou por responder às insistentes perguntas do italiano. Como se chamavam, de onde eram, quanto tempo ali estariam. Claro que depressa se juntou a elas dispondo-se a servir-lhes de cicerone. Com o seu charme e o seu italiano cantado e sedutor, as duas amigas concordaram.
Pouco tempo depois, Napoleon conduziu as duas amigas pelas ruas estreitas mostrando-lhe Veneza. Contou-lhes que esta tinha sido formada num arquipélago na laguna de Veneza, no golfo de Veneza, no noroeste do Mar Adriático. Perguntou-lhes se sabiam quem era o seu patrono.
-- É S. Marcos. Já estivemos na praça com o seu nome. -- respondeu Faby.
-- Hum, muito bem! -- disse Napoleon.
-- É um lugar belo, mas também o mais baixo de Veneza. -- acrescentou Emilie. -- Gostei muito do Palácio Ducal e do Campanário da Basílica.
-- A Basílica de São Marcos é um importante monumento de Veneza.
-- Majestoso, Napoleon.
-- Si, bella. -- disse voltando-se para Faby.
Faby sorriu ao ouvir o elogio e enrubesceu um pouco. Não sabia por que isso acontecia sempre que lhe dirigiam um piropo, mas nada podia fazer. Parecia timidez. A timidez que qualquer homem aprecia por se saber o causador dessa reação.
No dia seguinte, viram outros recantos da bela Veneza. Atravessaram a Ponte de Rialto, a Ponte dos Descalços e a Ponte da Academia, duas das pontes que atravessam o Grande Canal. Depois do almoço, Napoleon levou-as a ver a Ponte dos Suspiros.
-- É belíssima, não é? -- perguntou Napoleon.
-- Magnífica! É um lugar romântico e mágico.
-- Agora, Faby! Em tempos não era. -- disse Emilie. -- Há uma lenda que envolve esta ponte e que tem atravessado os séculos. É uma história triste.
-- Daí o seu nome: Ponte dei Sospiri.
-- Pois é, Napoleon. Conta-se que esta ponte unia a antiga prisão da Inquisição, que se chamava Piombi, com o Palácio Ducal e era o último trajeto que os prisioneiros faziam antes de morrer. Ora, ao atravessarem a ponte ouviam-se os seus suspiros.
-- Muito bem, Emilie. Conhece bem esta história! Agora é um dos lugares mais visitados pelos turistas.
-- E é realmente extraordinária. E agora? Vamos andar de gôndola, Emilie? -- perguntou Faby.
-- Vou visitar o Museu Correr, quero ver a Ala Napoleónica. Vão vocês. Encontramo-nos na Praça S. Marcos.
-- Ok.-- disse Faby.
-- Ciao, bella! -- disse Napoleon.
E desapareceram.

4 comentários:

Mz disse...

Eu também queria estar em Veneza a comer um gelatti... que saudades!

Olha vou ao Santini, e... e...

Que facilidade com os diálogos!
Um romance de viagens?

Bjº

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Veneza inspira-me sempre amores tórridos, caso contrário não tem muita piada. Ao contrário da história, que me parece vir a ter desenvolvimentos muito interessantes...

Natália Augusto disse...

Não me parece que seja uma narrativa de viagens... mas tudo é possível!!!

Natália Augusto disse...

Olá Carlos,

A mim também. Escrevi um mais um capítulo e já há uma passagem que aponta para momentos tórridos.

Bj