sábado, 1 de dezembro de 2012

XXIII Naquele dia...


Foto FNando

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Depois daquele fim de semana na quinta da avó Laura, Emilie viu-se com tanto trabalho! Tantos projetos, tantas apresentações que deixou quase de ter vida própria novamente. A Sofia convidava-a para ir ao teatro, mas Emilie recusava o convite. Paulo convidava-a para um passeio ou uma corrida pelas ruas de Paris, porém Emilie dizia que não tinha tempo. A avó Laura também a convidava para ir até sua casa, todavia dizia que não podia. E não! O trabalho absorvia-a por completo.
Certo dia, sentindo-se completamente exausta, sentou-se no jardim público que havia em frente à sua casa para sentir o sol no rosto. Tirou os sapatos de saltos e massajou os pés. Que bom! Como é que não fazia mais vezes esta pausa antes de entrar em casa para continuar o trabalho? Porque não deixava o PC da empresa no local de trabalho? E até o tablet? Mas não. Não era capaz! Estava nestas cogitações quando o telemóvel tocou. No visor estava escrito 'Faby'. Atendeu logo. Quantas saudades tinha da amiga.
- Faby, minha querida, como estás?
No entanto, não obteve uma resposta imediata e teve de insistir.
- Faby, amiga, fala comigo. Que se passa?
Foi então que do outro lado a amiga começou a chorar.
- Que se passa? Diz-me. Acalma-te. Onde estás? Ainda estás em Itália? Estás a deixar-me assustada.
- E-mi-lie - soluçou - es-tou só.
- Como?
- O meu marido era traficante de droga, disse-me, a polícia. Ma-ta-ram-no, E-mi-lie.
- Não pode ser.
- Pode e foi o que... aconteceu. - E desatou a chorar.
- Querida, não chores. Vem para casa. Ficas comigo. Onde estás neste momento?
- Já estou no aeroporto.
- Ótimo! A que horas chegas?
- Às nove da noite.
- Estarei lá. Não chores. Em breve estarás em casa. Força.
- Obrigada amiga!
- Deixa-te disso. 
- Até logo, Emilie.
- Até logo, Faby.
Assim que desligou, Emilie sentiu uma imensa tristeza ao pensar que Faby perdera o seu amado de uma forma cruel e fria. Faria tudo para a amparar nestes próximos tempos que seriam difíceis. Só esperava poder abrandar no trabalho.
Sem sentir mais vontade de estar ali, calçou-se e foi para casa destroçada.

3 comentários:

Rafeiro Perfumado disse...

Tristeza? Por morrer um traficante de droga? Devia era abrir uma garrafa de champanhe!

Natália Augusto disse...

Pois é! As mulheres são umas tolas!Seguem demasiado o coração!!! Lol

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Passo para lhe desejar Festas Felizes e bons rencontros em 2013.
Beijinho