sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Paisagem interior



Ouvir o insondável do ser
sem buscar a Hora primeira
que sabe a sua revelação
é ser-se a criação de si mesmo
na lucidez nua
da sagração plena
na palavra poética

Descer ao fundo do Eu
e reencontrar a voz primordial que nos é
em vez deste estar-entre
que não nos diz
é ser-se divino
antes e depois do humano
que nem sempre revela
o SER que nos habita
em plenitude

3 comentários:

Carlos Barros disse...

Como ouvir... o esvair perfeito da razão.

tita coelho disse...

Muito bonita tua poesia!
Parabéns :)
Abraços

Tecnenfermaginando disse...

sempre a desvendar