sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Mentes inquietas


Mr Jones nega-se a aceitar os seus altos e baixos de humor, que variam entre a depressão e a mania (antes designados maníaco-depressivos pela medicina).
Nos momentos de depressão isola-se do mundo, chora, e acaba invariavelmente por ser internado num hospital psiquiátrico (uma experiência que em nada contribui para a sua felicidade ou a sua recuperação, pois vive dopado com os químicos que lhe ministram). Sempre que sai do hospital deixa de os tomar e Jones parece e é outra pessoa, outro homem.

Já nos momentos de mania a sua atitude é completamente outra. Levanta e gasta avultadas somas de dinheiro, presenteia belas mulheres, sobe ao cimo de um telhado como se pudesse voar, interrompe um concerto de música clássica por também ele adorar e tocar Beethoven na perfeição.
Até que um amor impossível o resgata. Jones apaixona-se pela psiquiatra que o trata e dele tem de se afastar por questões deontológicas. Mas ainda assim, desafiando a sociedade, é ela que o salva e lhe dá o apoio de que precisa.
O fim do filme pode ser lamechas, banal, previsível. Todavia gosto que esta mente inquieta, depressiva bipolar, encontre um rumo e um equilíbrio na sua vida pessoal.
A ficção pode ser a representação do real. Acreditem!

2 comentários:

Teresa disse...

Afinal, já me recordo do filme e também gostei muito.
Bjs

Adolfo Payés disse...

Es un lindo sentimiento el que nace cuando entro a tu blog..
Gracias por compartirlo..
Precioso..

Un beso.

Saludos fraternos de siempre..
con el abrazo inmenso..

Que tengas un buen fin de semana.. Suerte en todo..