segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Escrevinhando

Foto de Fernando Cardoso
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Os poetas sentem e sabem
que as paisagens-telas-poemas
que vão escrevinhando
exalam aromas de um agora
extraordinariamente
amanhã

Os poetas conhecem também
a paisagem-tela-humana
cada vez mais desigual
mas tão idêntica
no seu desassossego presente

Os poetas são eternos filósofos
na busca da insondável
vertigem do ser
onde divino e humano
se fundem
imperceptivelmente
numa irmandade honesta e atenta

5 comentários:

Adolfo Payés disse...

Es un bello poema, el que nos entregas.. escribiendo siempre..

Excelente

Un beso

Un abrazo
Con mis
saludos fraternos de siempre..

Ana Paula Motta disse...

Um texto cheio de sensibilidade e humanidade. Panabéns,amiga. Passo pra contar também que temos novidades na nossa cozinha, a Maria Lessa uma apaixonada por cozinha lá do Porto. Passa pra saborear.

F Nando disse...

Sempre surpreendente nas palavras e que bem ficaram na fotografia!
Bjs

Natália Augusto disse...

Que leitores e amigos generosos que eu tenho! Sempre a elogiar os meus singelos escritos.

Obrigada.

Beijos

☆Fanny☆ disse...

Querida Nathalie!!!

Que bom que vais escrevinhando os murmúrios da tua alma! É bom poder dar-te a mão neste caminho que ambas gostamos de percorrer!

Não consigo despedir-me da poesia. É mais forte do que eu. Lutarei pela minha essência, acima de tudo!

Gosto muito de ti!

Um beijinho*

Fanny