sábado, 3 de janeiro de 2009

Enganos


Ouvi-te

Ainda ouço o eco distante
das palavras que me disseste
nas horas de vento e água

Imprevisivelmente descobri que não me sabias

Como podia ignorá-lo

Mas ignorava-o
como o mar ignora que a ânfora
existe

1 comentário:

Bento disse...

A imagem do mar ignorando a ânfora é soberba! Como pode alguém ignorar esta mensagem? Vou continuar por aqui. Nem como mar, nem como eco, mas como presneça... sem reticências, apesar das reticências!